Novo presidente do IMP pede autonomia financeira da instituição para ajudar na celeridade dos processos (c/áudio)

Mindelo, 20 Jun (Inforpress) – O novo presidente do conselho de administração (PCA) do Instituto Marítimo e Portuário (IMP) exortou hoje a tutela a conceder mais autonomia à instituição para ajudar na celeridade que deve actuar em certas matérias e certos momentos.

Seidy Santos lançou o desafio na cerimónia de tomada de posse, no Mindelo, na qual defendeu que a autonomia financeira é uma condição “muito importante” para o cabal prosseguimento das suas atribuições enquanto autoridade marítima.

“O papel de regulador, supervisor e fiscalizador não se coaduna com a rigidez a nível de procedimentos financeiros. A burocracia que envolve o IMP a nível de desembaraços de pagamentos e de investimentos prejudica, de certa forma, na celeridade que deve actuar em certas matérias e certos momentos”, criticou.

Sendo assim, espera ver concretizado os itens do novo estatuto do instituto, que estabeleceram de receber percentagens de Taxa de Segurança Marítima e ainda das taxas de concessões nas áreas de domínio público marítimo.

Daí, ajuntou a mesma fonte, é primordial se efectivar esses parâmetros, que deverão contar com a “sensibilidade” da tutela.

Por outro lado, Seidy Santos assegurou que o ministro do Mar pode contar com “total lealdade e empenho” da equipa.

O gestor apontou ainda que a equipa ora empossada deverá também se estribar na comunicação, entre a gestão de topo, as chefias intermédias e os trabalhadores para que seja uma instituição que serve os cabo-verdianos e os utentes em geral.

“A mensagem interna será clara, o rigor que cabe ao IMP na garantia da segurança marítima a nível nacional é o mesmo rigor que se impõe nas respostas às solicitações e no tratamento das questões de utentes e de outras instituições”, afiançou.

Seidy Santos apontou outras medidas da nova gestão, entre as quais, a aposta nas tecnologias de informação e comunicação para “aumentar eficiência e agilidade”, e capacitação dos colaboradores.

Por seu lado, o ministro do Mar, Abraão Vicente, que concedeu posse ao PCA e também ao vogal executivo Armando José Lopes, instou o instituto a ser “mais célere, mais colaborativo, e mais engajado com as empresas públicas”.

O governante respondeu positivo ao desafio da autonomia financeira e disse que nas próximas semanas vai ser assinado o despacho conjunto para a disponibilização da parte do Fundo de Segurança Marítima e os outros fundos.

“Iremos fazer com que vocês tenham condições financeiras e institucionais para cumprir a condição maior do IMP”, asseverou Abraão Vicente, desejando “sucessos” à nova equipa, mas que só terá resultados se for percebido pelos cabo-verdianos.

O conselho executivo do IMP é composto ainda pela vogal executiva, Sandra Marques Leite, que não esteve presente na cerimónia por motivos de convalescença.

LN/CP

Inforpress/Fim

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