Novo Governador do BCV diz que crescimento de 5,5% estará dependente da evolução do contexto internacional

Cidade da Praia, 08 Jan (Inforpress) – O novo governador do Banco de Cabo Verde (BCV), Óscar Santos disse que o crescimento económico de 5,5 por cento (%) em Cabo Verde, conforme prevê o Banco Mundial, dependerá muito da evolução do contexto internacional.

“Tudo depende do comportamento da Europa, dos EUA e do mundo. Cabo Verde depende muito do exterior. Portanto, se o turismo tiver uma retoma muito forte, provavelmente até final do ano, é possível que atinjamos a meta de 5,5%. Se não, vamos estar muito próximos dos 5%”, explicou em conversa com os jornalistas no final da cerimónia da sua tomada de posse no cargo de governador do BCV.

O turismo representa uma grande fatia (cerca de 25% antes da covid-19) do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde e é um dos principais pilares da economia nacional.

Óscar Santos indicou, entretanto, que o Banco Central irá fazer a avaliação trimestral da conjuntura para ver onde fazer as necessárias alterações.

“Tudo vamos fazer para que, de facto, haja a retoma da actividade económica, sobretudo com impacto sobre o emprego”, sublinhou Óscar Santos.

Já o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, adiantou que existem boas oportunidades no ecoturismo, no turismo de saúde, na economia azul, nas energias renováveis, na economia digital e na agricultura inteligente para diversificar a economia e aumentar a capacidade de geração de empregos em Cabo Verde.

“Com sentido de prudência, mas também de optimismo, estamos a conduzir o país para a retoma económica, cujas previsões do Banco Mundial apontam para 5,5% de crescimento”, disse.

Na próxima semana, o recém-empossado governador do BCV vai reunir-se com os novos administradores, também empossados hoje, para a distribuição dos pelouros e de seguida serão realizados encontros com os bancos e outras entidades para a avaliação da situação.

Óscar Santos, ex-presidente da Câmara Municipal, cuja nomeação foi muito criticada pelos partidos da oposição, realçou que 2020 foi um ano difícil marcado pela retracção económica devido à covid-19, pelo que o seu trabalho será focado no relançamento da economia do país, no apoio à banca e às empresas no sentido de se retomar a normalidade.

MJB/HF

Inforpress/fim

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