Novo embaixador de Cabo Verde em França pretende dinamizar as relações bilaterais entre os dois Estados

Cidade da Praia, 12 Mai (Inforpress) – O diplomata António Pedro Lopes foi empossado hoje como novo embaixador de Cabo Verde em França, e afirmou que pretende dinamizar as relações bilaterais entre os dois Estados, privilegiando um “diálogo franco e aberto” com a comunidade cabo-verdiana.

“Tenho a plena consciência da importância e da complexidade do cargo que acabo de assumir”, sublinhou o diplomata, que assegurou que irá exercer o cargo com “rigor, comprometimento” e, sobretudo, com “muita serenidade”.

No seu discurso, recordou que os dois países têm uma “relação profícua” e que comungam valores e princípios universais como a democracia, a promoção, o respeito pelos direitos humanos, a paz, a segurança, a busca de soluções pacíficas para os diferendos entre estados, princípios esses que são orientadores das relações internacionais e presidem ao estado de direito.

António Pedro Lopes disse estar ciente dos desafios de Cabo Verde, que passam pelas adversidades estruturais decorrentes do seu estatuto de pequeno estado insular em desenvolvimento, da reduzida capacidade de recursos endógenos e das vulnerabilidades multidimensionais.

Acrescentou que existem ainda desafios conjunturais que se prendem com as nefastas consequências da pandemia da covid-19, sem ignorar a actual situação da política internacional “conturbada”, que teima em moldar as décadas vindouras com nova arquitetura para o sistema político internacional e nova engenharia para a economia global.

“Neste quadro, procurarei dinamizar as relações bilaterais entre os dois Estados, exercendo uma diplomacia pragmática, guiado pelo Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável e pelas recomendações provindas da 1ª Conferência Anual de Política Externa Cabo-verdiana (CAPE 2022) com o propósito de aproximação das instituições dos dois países”, apontou.

Na mesma linha, assegurou que irá preservar sempre a boa imagem de Cabo Verde junto das organizações internacionais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Organização das Nações Unidas para a Educação e Ciência e Cultura (UNESCO) e entre outras ali sediadas.

Por outro lado, avançou que a gestão da comunidade cabo-verdiana naquele País merecerá a sua melhor atenção, privilegiando um “diálogo franco e aberto”, mas ciente de que este dossiê lhe exigirá uma gestão com engenho e arte pedagógica.

“Pois é minha firme convicção de que a comunidade cabo-verdiana poderá ser um dos pilares da promoção económica e da atração de investimentos, indo além da lógica de remessas financeiras, sem esquecer, naturalmente, da dimensão cultural que constitui uma das potenciais marcas de Cabo Verde”, referiu.

Por seu turno, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Rui Figueiredo, disse que os desafios do diplomata “são enormes” a nível da representação da acção diplomática e de outras acções tendo em conta o cenário actual que se vive na Europa.

Segundo o ministro, António Pedro Lopes irá reforçar a diplomacia de representação junto das instâncias político diplomáticas francesas, assegurando o diálogo permanente com as mesmas na defesa e promoção célere e oportuna dos interesses de Cabo Verde, implementado por esta via as relações entre os dois países, que foram muito boas no passado, mas que precisam de um novo impulso.

“Na área da diplomacia económica e desenvolvimento irá potenciar as oportunidades de cooperação com as autoridades centrais, serviços centralizados, Organizações Não Governamentais (ONG), universidades e junto dos operadores privados e dos seus representantes com vista a mobilizar investimentos directo no turismo, tecnologias nas áreas de financiamento para o desenvolvimento”, sublinhou.

O ministro considerou que a comunidade cabo-verdiana ali radicada tem dado um grande contributo ao desenvolvimento de Cabo Verde e podem estar ainda integrados nos grandes desafios do país.

António Pedro Alves Lopes é diplomata de carreira e quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional desde 1994, e tem exercido com “incontestável competência e dedicação” os diversos cargos e funções de responsabilidades durante esses anos.

O diplomata esteve ainda na coordenação da Presidência cabo-verdiana da CPLP, de 2018 a 2021, presidência essa que granjeou reconhecimento e elogios de todos os Estados membros da Organização.

AV/JMV
Inforpress/Fim

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