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Novo conservador do ANCV promete inovações em termos de digitalização e valorização dos recursos humanos

Cidade da Praia, 01 Mar (Inforpress) – O novo conservador do Arquivo Nacional de Cabo Verde (ANCV), Martinho Brito prometeu hoje dar continuidade ao trabalho iniciado pela equipa cessante e inovar a instituição em termos de digitalização e valorização dos recursos humanos.

Martinho Brito, que sucede Filomena Oliveira no cargo, foi empossado na tarde de hoje pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente.

Em declarações à imprensa, disse que apesar de ainda ter um trabalho de base que é o de conhecer a casa, já vai traçando a sua missão que é “inovar e reforçar a intervenção” em relação ao processo da digitalização de todos os acervos documentais, para que possam libertar os armazéns do Arquivo.

“Se nós conseguíssemos nos próximos três anos ter um projecto de financiamento para a digitalização e para a socialização dos trabalhos do Arquivo numa plataforma digital, seria ouro sobre azul. Esta é a nossa missão, mas para isso, precisamos de um estudo, de um plano estratégico e de um projecto audaciosos para chegarmos lá”, indicou.

Outro desafio, segundo disse, é a valorização dos recursos humanos, uma vez que o ANCV conta com cerca de 30 funcionários, mas ainda é preciso potencializar e fazer com que esses funcionários rendam mais.

Entretanto, ao usar da palavra no acto, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, agradeceu o trabalho “abnegado e leal” da antiga conservadora e aproveitou para esclarecer que ela não foi despedida e que nem houve nenhum conflito a determinar a saída dela, simplesmente “ambos perceberam que era necessário um novo perfil de gestão para o ANCV”.

Ao novo conservador o ministro indicou que fica o desafio de uma correcta valorização dos recursos humanos, de inovação, digitalização e da desmaterialização do arquivo, e, futuramente, o desafio de procurar novas instalações com condições mais adequadas aos documentos do Arquivo.

Abraão Vicente aproveitou a ocasião para alertar os funcionários dessa instituição que “não tolera tentativa de boicote interno”, tal como tem sido prática em muitas instituições do Estado.

“Seremos implacáveis a partir de agora à tentativa de não deixar que os processos avancem ou fazer do Arquivo prisioneiro ou refém de um grupo pequeno de funcionários, que possam não estar de acordo com o projecto de liderança”, alertou.

Martinho Brito é doutorado em História, investigador e consultor, tendo sido até agora técnico do Instituto do Património Cultural.

AM/FP

Inforpress/Fim

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