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“Novembro Azul”: Médica apela à consciencialização do homem sobre o cancro da próstata 

Cidade da Praia, 18 Nov (Inforpress) – A médica urologista Eveline Brito disse hoje que os homens, a partir da idade do rastreio, devem fazer os exames de próstata anualmente mesmo que da primeira vez o resultado for normal.

Isso porque, garantiu, tal não garante que daqui a dez anos não vá aparecer, completou a clínica hoje numa   teleconferência  na plataforma Zoom, promovida pela Associação Cabo-Verdiana de Luta contra o Cancro  (ACLCC) para debater o cancro da próstata, no âmbito do programa “Novembro Azul”.

Eveline Brito disse que a prevenção passa por alguns exames, a partir dos 45 anos, se existe risco elevado para o surgimento do cancro, ou seja, casos de cancro de próstata na família.

No caso de não existirem estes riscos, o homem deve visitar o urologista, anualmente, a partir dos 50 anos e realizar o exame de toque e de PSA, principais meios para detectar a doença precocemente, quando as chances de cura “são maiores e os tratamentos menos invasivos”.

“Apelo aos homens a fazerem os exames de próstata, tendo ou não casos na família e mesmo sem sentir quaisquer sintomas, os homens devem estar sempre atentos, isso porque além do cancro de próstata o urologista  pode ver vários outros problemas existentes”, apelou.

Segundo a especialista em urologista, o cancro de próstata tem cura, mas o paciente que no caso tinha o cancro e foi curado, tem que fazer o acompanhamento médico pelo menos nos primeiros cinco anos.

“As vezes o paciente tem que acompanhar a consulta com o urologista até o fim da vida, depende do caso, isso porque a doença pode voltar e aparecer em outras partes do corpo, ou pode voltar no mesmo lugar onde foi feito a cirurgia”, concretizou.

O cancro da próstata, se diagnosticado precocemente, segundo a mesma fonte, tem “grandes chances de cura2, com taxas em torno de 90% a 95% de cura, visto que em Cabo Verde é a primeira causa de morte por cancro, com uma média de 40 a 45 mortes nos últimos anos.

Cada vez mais, os homens cabo-verdianos estão a aderir ao rastreio da doença, e a ACLCC defende que “é preciso, ainda, mais sensibilização”.

O “Novembro Azul” é mais um meio de alerta para o público masculino sobre a importância do auto-cuidado em saúde e aos governantes sobre a necessidade de priorizar políticas públicas voltadas para a saúde do homem.

O laço é o símbolo de movimento que surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, a 17 de Novembro.

DM/AA

Inforpress/Fim

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