Nova representante da FAO em Cabo Verde indica seca e mudanças climáticas como prioridades (c/áudio)

Cidade da Praia, 18 Mar (Inforpress) – A nova representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Cabo Verde, Ana Touza, indicou a seca e as mudanças climáticas como “principais prioridades” de trabalho daquela organização no arquipélago.

Ana Touza fez tais declarações à imprensa após entregar, no início da tarde de hoje, as cartas credenciais ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares.

Além da seca e das mudanças climáticas, aquela representante disse que outra prioridade é desenvolver a economia rural, a economia azul e a agricultura familiar, bem como as cadeias de valor.

“Também temos problemas de resiliência, de economia, das pescas e da economia azul, temos uma variedade de programas que são a prioridade, que temos que trabalhar. Em conjunto com o Governo”, acrescentou.

A mesma fonte relembrou ainda que FAO e Cabo Verde têm “uma parceria muito longa”, de 40 anos, em que trabalham a fortalecer as capacidades do arquipélago na agricultura, florestas, economia.

Voltando à questão da seca, Ana Touza ressaltou que a mesma é um problema originado pelas mudanças climáticas e que tem atingido vários países.

Aproveitou ainda para manifestar disponibilidade em trabalhar conjuntamente com Cabo Verde, na implementação de programas em todas as ilhas.

“Nós temos experiência técnica. Somos uma organização técnica das Nações Unidas que tem muito conhecimento, mas também trabalha parcerias com os países”, pontuou.

Ana Touza, de nacionalidade argentina, é socióloga rural e especialista em género. Como pesquisadora conduziu, entre outras actividades, um estudo sobre a transição exclusão agrária e social dos camponeses hondurenhos e um estudo sobre as lacunas socioeconómicas nos municípios rurais mais pobres de Honduras para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milênio.

Como especialista em género, fez parte da equipa de campo de Hondura.

Além disso realizou estudos sobre mulheres maias na Guatemala e mulheres Miskito e Lenca, nas Honduras.

Ana Touza ocupou cargos de gestão como directora de Programa e Coordenadora (Honduras), coordenadora de um programa conjunto RBA Moçambique (programa ganhou o prémio de melhores colaborações RBA no campo) e Conselheiro Regional/coordenadora para nove países da América Latina e Caribe.

Como coordenadora de projectos e programas, Ana Touza alcançou, segundo uma nota da FAO, as metas programáticas com os níveis mais altos de execução, incluindo abordagens inovadoras, como sistemas básicos de rastreabilidade de grãos e ferramentas de auto-avaliação para organizações de agricultores que foram disseminadas e adaptadas como instrumentos corporativos ao Programa Alimentar Mundial.

GSF/AA

Inforpress/Fim

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