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Nova grelha salarial: Ronda negocial entre sindicatos e empresas de segurança privada fracassou – SIACSA

 

Cidade da Praia, 06 Fev (Inforpress) – As negociações realizadas hoje entre os sindicatos e as empresas de segurança privada com a mediação da Direcção-geral do Trabalho (DGT), visando a implementação de uma nova grelha salarial para os vigilantes, “não resultaram em nada”.

Conforme informação avançada pelo presidente do Sindicato da Indústria, Alimentação Construção Civil, Agricultura e Serviços Afins (SIACSA), um dos sindicatos presentes na negociação, os representantes das empresas tentaram, uma vez mais, “empurrar a aplicação da nova grelha salarial” para o ano de 2019, quando o acordado em Agosto era para ser a partir de Janeiro do corrente ano.

“As empresas querem que, depois de tanta espera, os trabalhadores continuem na mesma situação até 2019, auferindo um salário de miséria. Nós não aceitamos e ficamos   sem qualquer tipo de resultados dessa reunião”, disse Gilberto Lima, indicando que o seu sindicato vai, na sequência, reunir-se com os vigilantes para ver que formas de luta adoptar.

O salário base dos vigilantes das empresas de segurança privada devia passar para 17 mil escudos, a partir de 2018.

Segundo aquele sindicalista, neste momento há vigilantes a receberem o salário base inferior a salário mínimo nacional de 13 mil escudos, já que no salário de 15 mil escudos que actualmente auferem estão indexados os 15% do subsídio de turno a que os mesmos têm direito.

“Agora vamos consultar esses trabalhadores e preparar uma nova alargada, uma nova luta”, disse, adiantando que os sindicatos apenas estão a exigir “melhores salários e melhores condições de trabalho” para os vigilantes.

Outra questão que inquieta os sindicatos, segundo a mesma fonte, é a não publicação do acordo colectivo de trabalho firmado em Agosto do ano passado.

Gilberto Lima admite que esta situação “enfraquece a luta” dos sindicatos.
Ainda assim, adianta que há margens para luta já que nem o acordo firmado em 2004, que prevê a actualização salarial regularmente, está a ser cumprido.

Para além do SIACSA, filiado na CCSL, participaram nesta ronda negocial o Sindicato da Indústria Serviços Comércio Agricultura e Pescas (SISCAP), da UNTC-CS, e o  Sindicato da Indústria, Agricultura e Pesca (SIAP) também filiado na CCSL.

MJB/AA

Inforpress/Fim

 

 

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