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“Noite Escravocrata/Madrugada Camponesa” de António Correia e Silva apresentado hoje na Praia

Cidade da Praia, 13 Jan. (Inforpress) – O historiador António Correia e Silva referiu hoje que a sua mais recente obra literária “Noite Escravocrata/Madrugada Camponesa” lançada hoje na Presidência da República, retrata uma viagem histórica desde a função de Cabo Verde, enquanto fronteira da sociedade escravocrata.

“Cabo Verde foi das primeiras sociedades escravocratas de um mundo vasto que começa em Cabo Verde, vai para São Tomé, nas Antilhas e depois para o continente americano neste universo vasto que Cabo Verde é fronteira deste mundo”, ilustrou o historiador e escritor para quem houve muita luta para que a sociedade escravocrata se transforme numa sociedade de camponeses.

Isto porque, segundo explicou, os camponeses recusaram a condição de escravos e reivindicaram o acesso à terra numa luta de três séculos que, sentenciou, faz Cabo Verde, precocemente, antes dos outros espaços escravocratas, ser a primeira sociedade de maioria camponesa no Atlântico.

Desde o século XVIII Cabo Verde se tornou numa sociedade de maioria camponesa, tendo entrado nos séculos XIX e XX sem problemas que muitas outras sociedades tiveram, indicou o autor da obra, sublinhando que esta “vitória agridoce” custou muito aos camponeses.

O livro narra esta história, referiu, acrescentando que se por um lado as pessoas ganharam os seus próprios controlos porquanto já não podiam ser mais castigadas ou vendidas, por outro lado, este campesinato sem terra, explora a terra dos outros, sendo extremamente expostos aos riscos da seca que redundam em fome.

“O livro conta como é que de um ventre escravocrata se pariu um campesinato”, revelou o escritor e historiador que, justifica o lançamento desta obra neste dia dedicado à liberdade de imprensa e democracia, por ser “uma luta pela liberdade”, ressaltando que a sociedade escravocrata assenta no princípio da negação extrema da liberdade em que a pessoa é um instrumento de outros.

O livro de 500 páginas discorre esta luta sobre diversos ângulos e prismas, com a questão do género, razão pela qual foi escrita para que Cabo Verde seja, cada vez mais inteligível aos olhos dos próprios cabo-verdianos. O autor afirma mesmo que “hoje conhecer a sociedade cabo-verdiana afigura-se como uma condição de cidadania”.

A segunda motivação, disse o autor, está sem pretensões literárias porque o livro tem também o propósito de resgatar uma experiência humana para que não se perca, pelo que, Atestou, foi feito muito sobre o prazer de narrar, fixar uma experiência que é a constituição de um povo.

SR

Inforpress/Fim

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