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Nobel da Paz: Jorge Carlos Fonseca considera “feliz notícia” a atribuição do prémio a dois jornalistas

Cidade da Praia, 08 Out (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, considerou hoje uma “feliz notícia” para todos os democratas a atribuição do Prémio Nobel da Paz deste ano aos jornalistas Maria Ressa, das Filipinas, e Dmitry Muratov, da Rússia.

Numa nota enviada à Inforpress, intitulada “O Nobel da Paz e da Literatura, a sua importância nos tempos que correm”, o chefe de Estado cabo-verdiano apontou a liberdade de expressão nas sociedades e a imprensa livre como os “valores mais importantes e fundamentais” para a saúde de uma democracia.

Jorge Carlos Fonseca sustentou ainda que, se na Antiga Grécia, que inventou esta forma de vida em sociedade, a imprensa era inexistente dado o próprio grau de desenvolvimento de então, nos tempos mais modernos, “essa liberdade de expressão tornou-se vital para a própria sobrevivência das democracias”.

A liberdade de imprensa, segundo a mesma fonte, passou a ser vista como “um dos pilares fundamentais” para o modo de vida das populações, onde o contraditório e a possibilidade de poderem expressar as suas opiniões, livremente, são “um valor intrínseco à condição de cidadãos e inalienável, inegociável”.

“A distinção que o Comité levou a cabo, ao atribuir o Prémio Nobel da Paz deste ano de 2021 a dois jornalistas activistas e combatentes pela liberdade, é uma feliz notícia para todos os democratas”, precisou.

É igualmente, no entender do estadista cabo-verdiano, um sinal de que todos devem estar “optimistas”, mas também “atentos às ameaças a estes valores duramente conquistados pela humanidade”, e “um estímulo para os amantes da liberdade e os defensores da paz”.

Na óptica de Jorge Carlos Fonseca, esta atribuição serve de “contraponto” a uma corrente que tende em desvalorizar, um pouco por todo o mundo, a essência daquilo que são elementos basilares das sociedades e garante de um futuro de paz e solidariedade.

O mesmo vale, a seu ver, para o Nobel da Literatura, este ano atribuído pela Academia Sueca ao escritor natural de Zanzibar, na Tanzânzia, AbdulRazak Gurnah, cuja obra tem sido dedicada a analisar os efeitos do colonialismo e as suas consequências para os refugiados, num momento em que o discurso de instituições como as Nações Unidas, vai no sentido de uma maior solidariedade para com estas populações.

“É também um sinal positivo contemplar um escritor africano, trazendo para os palcos do mundo uma literatura rica e comprometida, alargando, assim, o espaço de expressão de escritores que raramente têm essa oportunidade”, sublinhou.

Duas distinções que, defende o Presidente da República, terão de ser vistas, “claramente”, como um sinal de reconhecimento do esforço e dedicação à causa da liberdade, assim como a arte literária de uma “região culturalmente rica”.

Os laureados do Prémio Nobel da Paz, hoje conhecidos, irão dividir o prémio de dez milhões de coroas suecas (quase um milhão de euros – 110 mil contos), para além de receberem um diploma e uma medalha.

O Prémio Nobel da Paz é entregue no dia da morte de Alfred Nobel, a 10 de Dezembro, em Oslo, na Noruega.

ZS/CP

Inforpress/Fim

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