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“Não existe um perfil do abusador sexual em Cabo Verde” – conclui estudo da CNDHC

 

Ribeira Grande, 26 Abr (Inforpress) – O estudo sobre “o perfil dos condenados por crimes sexuais contra menores: Conhecer para melhor intervir”, promovido pela CNDHC, hoje apresentado no Paul, concluiu que “não existe um perfil do abusador sexual em Cabo Verde”.

A consultora da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC), Carla Corsino, coautora do estudo, disse à Inforpress que traçar um perfil “seria mais fácil” porque poria os pais de sobreaviso em relação aos potenciais abusadores “mas seria uma faca de dois gumes”.

Isso porque, explicou Carla Corsino, faria com que as pessoas ficassem mais descansadas com a ausência dos sinais descritos no perfil, descurando outros indicadores importantes para a prevenção desse tipo de casos.

“É fundamental chamar a atenção de que, na sua maioria, os e as menores vítimas de abusos sexuais são abusados por pessoas do seu círculo mais próximo”, considerou Carla Corsino, adiantando que o estudo indica que “34 por cento dos abusos sexuais de menores foram perpetrados pelo pai, pelo tio, pelo padrasto e por outras pessoas do entorno familiar”.

“É lá em casa que as nossas crianças estão muito mais expostas e vulneráveis”, disse a consultora acrescentando que “a seguir vêm os vizinhos que, em Cabo Verde e, particularmente, em Santo Antão, são uma extensão da família”.

A presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e Cidadania, Zaida Morais de Freitas, avançou à Inforpress que o objectivo deste estudo é “conhecer uma das dimensões desta complexidade que é este fenómeno do abuso sexual contra crianças e adolescentes” por forma a compreender a dimensão do agressor por ser uma dimensão que nunca tinha sido explorada.

“A ideia é entender quem são os agressores para podermos compreender melhor a questão da prática desses crimes”, revelou Zaida Morais de Freitas, explicando que “não se trata de os inocentar ou procurar argumentações que justifiquem esta prática, mas saber o que se pode fazer para prevenir a prática e, também, a reincidência”.

Este estudo, apresentado por uma das consultoras, Carla Corsino, em representação da equipa constituída ainda por Dionara Anjos e Francisca Freyre, refere aos aspectos jurídicos, sociológicos e psicológicos dos condenados por crime sexual contra menores em Cabo Verde.

HF/ZS

Inforpress/Fim

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