Nações Unidas querem próximo quadro de cooperação com Cabo Verde “mais relevante e útil”

 

Cidade da Praia, 02 Jun (Inforpress) – As Nações Unidas querem que o próximo quadro de cooperação com o Governo de Cabo Verde (UNDAF), em processo de preparação para vigorar no período 2018-2022, seja “mais eficiente, mais eficaz e mais útil”.

Esse desejo foi manifestado hoje, na Cidade da Praia, pela representante residente em Cabo Verde, Ulrika Richardson Golinski, precisamente no workshop nacional de análise e definição das vantagens comparativas das Nações Unidas e a priorização estratégica para o próximo quadro.

Apesar de considerar que o actual UNDAF, em implementação desde Junho de 2012, esteja a decorrer de forma positiva, a representante das Nações Unidas disse que a ambição é sempre de ter mais impactos.

Neste sentido adiantou que é “importante” planificar e articular melhor por forma a garantir que os pilares desse novo quadro de cooperação e as acções preconizadas pelas Nações Unidas estejam em linha com as prioridades nacionais, evitando a duplicação de esforços e recursos.

“Queremos que não haja diferença entre aquilo que vamos trabalhar e aquilo que realmente são prioridades nacionais. Esse alinhamento, essa cooperação estreita é fundamental para garantir que a nossa contribuição seja mais relevante e mais útil”, disse.

Para além da questão da definição das prioridades, Ulrika Richarson Golinski considera também “fundamental” o seguimento na implementação.

Durante o actual UNDAF, que vigorará até Dezembro de 2017, adiantou que foram introduzidos vários mecanismos de monitorização das acções, mas a ideia, conforme explicou, é que nesse novo quadro esses mecanismos sejam reforçados.

“Eu tenho muita esperança que vamos ter um excelente documento e, sobretudo, um excelente resultado”, disse, salientando que para tal é necessário o engajamento não só do sector público como da sociedade civil e do sector privado.

O próximo UNDAF irá cobrir o período de 2018 a 2022 e deve ir ao encontro das prioridades e desafios nacionais no novo contexto de desenvolvimento nacional e da agenda de desenvolvimento sustentável 2030.

Ulrika Richardson Golinski acredita que não será difícil alinhar as prioridades do UNDAF com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), já que conforme frisou o Governo está comprometido em alinhar o seu Plano Nacional para o Desenvolvimento Sustentável (PEDS) com os ODS.

“Os ODS na sua maioria são importantes para Cabo Verde, resta agora definir as prioridades e reforçar as acções”, sustentou, destacando o encontro de hoje que reúne directores-gerais, representantes dos diversos ministérios, do sector privado e da sociedade civil e parceiros com os quais as Nações Unidas têm cooperação tripartida.

Da parte do Governo o ministro das Finanças, Olavo Correia, a quem coube a responsabilidade de fazer a abertura do encontro, disse que a prioridade do Governo é duplicar o rendimento das famílias.

Para tal adiantou que o Executivo vai trabalhar para optimizar as condições existentes e para alcançar esse objectivo.

As acções devem passar pela reforma da Administração Pública, melhorar o ambiente de negócios, qualificar o sistema de ensino desde o pré-escolar até ao ensino universitário e formação profissional, tornar o sistema de justiça mais eficiente, melhorar a segurança e criar um quadro favorável à atracção dos investimentos directo estrangeiro.

“Tudo que iremos fazer: investimentos nas infraestruturas tais como portos, aeroportos, estradas, escolas e etc… tem que ter como foco essencial aumentar e duplicar o rendimento per capita nos dez anos, melhorar a qualidade de vida e felicidades dos cabo-verdianos”, disse, apontando para a meta de crescimento de 7% ao ano.

O documento deve estar pronto em meados de Julho para ser assinado ainda no decurso deste ano.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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