Música: Dino D´Santiago promete trazer “Mundo Nôbu” e “Kriola” para Cabo Verde em 2021

Cidade da Praia, 22 Dez (Inforpress) – O artista Dino D´Santiago prometeu hoje trazer “Mundu Nôbu” e “Kriola” para Cabo Verde em 2021, com todas as condições para que os cabo-verdianos possam ver aquilo que o mundo viu nesta “cachupa rica”.

“Mundu Nôbu”, lançado em 2018 e “kriola”, em Abril de 2020, já percorreram vários palcos internacionais, mas ainda não chegaram a Cabo Verde.

Em entrevista à Inforpress, o artista que reside em Portugal, explicou que “infelizmente” não conseguiu ainda brindar os cabo-verdianos com estes álbuns, porque nunca conseguiu trazer toda a estrutura desejada, devido ao orçamento.

“Eu achava injusto. Imagina ir à Paris, Londres, Lisboa e outras cidades e apresentar algo digno, com as luzes certas, o som certo, a equipa certa e depois vir a Cabo Verde e ter que reduzir a qualidade por questões de ‘budget’”, justificou.

Contudo, Dino D´Santiago promete juntar recursos e fazer todos os esforços para trazer a Cabo Verde um “concerto digno” que o mundo presenciou.

Isto porque, precisou, foi o reflexo daquilo que acontecia nos espetáculos internacionais   que o levou a vencer os prémios da música portuguesa, e nos Somos Cabo Verde e no Cabo Verde Music Award.

“Chegar à Cabo Verde e não poder apresentar dessa forma, prefiro não o fazer e quando o fizer vai ser bem, então 2021 estou a projectar tudo para que aconteça esse primeiro concerto para celebrar o “Mundu Nôbu” e o “kriola”, ao mesmo tempo”, adiantou.

A ideia, frisou, é apresentar essa “cachupa instrumental e rica” que bebe dos ritmos de Santiago, Lisboa, Londres, Lagos e Luanda.

“Quero que Cabo Verde receba como o mundo recebeu, mas ainda melhor, porque foi aqui que tudo nasceu”, acentuou.

Para além do concerto, Dino D´Santiago avançou que tem a intenção de gravar um documentário que faz uma viagem desde do “Nôs Tradison”, passando por “Mundo Nôbu” até ao “kriola”.

Falando especificamente do seu novo trabalho discográfico “Kriola”, que foi divulgado no dia 03 de Abril, em pleno estado de emergência em Portugal, nas plataformas digitais, o artista contou que este foi recebido com “muito amor e foi um contágio repentino”.

O álbum já viajou o mundo e o artista revelou ter recebido mensagens de elogios de Indonésia, Canadá, Brasil e Cabo Verde.

“O álbum saiu e ficou logo em primeiro lugar no Top de iTunes, todas as músicas, que é uma coisa rara. Foi o álbum que desconfinou Portugal no dia 06 de Junho, no dia da marcha pela ‘Black lives matter’ (vidas negras importam), no Campo Pequeno, e mais recentemente no Porto, no Pavilhão Rosa Mota, em um concerto inacreditável”, recordou.

“Kriola”, prosseguiu, levou-o a receber o prémio de melhor álbum do ano em Portugal pela Blitz, e o tema “Kriolu” (feat Julinho KSD) é platina em Portugal.

O álbum foi destaque na revista ‘Rolling Stone’ nos Estados Unidos da América, na Folha de São Paulo no Brasil e em vários jornais em Portugal e em Cabo Verde.

Segundo o artista, foram tantas “coisas boas” a acontecer pelo mundo, uma em cima da outra, e ao chegar em Cabo Verde conseguiu sentir que as mensagens das suas músicas também chegaram.

Dino D´Santiago revelou à Inforpress que inicialmente temia que os cabo-verdianos ainda não conseguissem sentir a energia deste disco.  Disco este que, revelou, a maior parte das inspirações saíram de Cabo Verde.

“Chegar aqui e as pessoas vieram ao meu encontro e dizer que estão felizes com o disco e com o caminho, é a cereja no topo do bolo”, enfatizou.

“Morabeza”, “Roda”, “My Lover”, “kriolu”, “Kem ki flau”, “Arriscar”, “Sófia” e “Nhôs Obi”, são os oitos temas que compõem este álbum que contou com a participação dos músicos Seiji, Banko, Pedro, Kalaf Epalanga, Toty Sa´Med, Djodje Almeida, Toni Economides, e dos ‘rappers’ Julinho KSD e Vado MkKA.

AM/DR

Inforpress/Fim

 

 

 

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