Museus em Cabo Verde registam em 2018 um aumento significativo de visitantes – responsável (c/áudio)

Cidade da Praia, 02 Fev (Inforpress) – Os museus em Cabo Verde tutelados pelo Instituto do Património Cultural (IPC) receberam 22.096 visitantes em 2018, sendo o Museu da Resistência no antigo Campo de Concentração do Tarrafal (Santiago) o mais procurado pelos visitantes.

Conforme os dados avançados hoje à Inforpress, pelo director dos Museus, Adilson Dias, o Museu de Resistência (Tarrafal) recebeu nove mil visitantes, o Museu Etnográfico da Praia teve 4.300 visitantes, o Museu de Arqueologia (Praia) recebeu 2.127, o Museu do Mar (São Vicente) 2.429, o Museu da Tabanca (Santa Catarina) teve 1.980 visitantes, o Museu do Sal 1.600, e o Núcleo de Cesária Évora teve 660 visitantes.

Em declarações à Inforpress, Adilson Dias disse que, comparativamente ao ano de 2017, houve um “crescimento significativo”, devido às mudanças que foram feitas nos museus, desde intervenção a nível da estrutura, da organização interna e de recursos humanos, no âmbito do Projecto “Museus de Cabo Verde”.

O Museu da Resistência, recordou, foi o primeiro a ser contemplado com obras de melhoria no âmbito da primeira fase do Projecto “Museus de Cabo Verde”.

Relativamente aos museus que tiveram menos visitas, Adilson Dias justificou que isto deve-se à dinâmica do turismo que há nas outras ilhas.

“Na ilha do Sal, os turistas ainda procuram mais o sol e praia e isso acaba por nos desafiar a pensar novas formas de atingir esse público”, disse, acrescentando que no âmbito do Projecto “Museus de Cabo Verde” estão a trabalhar para melhorar as estruturas e os conteúdos expostos para que possam oferecer um produto diferente aos turistas.

Entre as pessoas que visitaram os museus estiveram turistas nacionais e estrangeiros, alunos do ensino básico ao universitário, e delegações, mas, segundo os dados, as pessoas que mais visitaram os museus foram os turistas estrangeiros.

Para este responsável, o facto de os cabo-verdianos não terem o hábito de visitarem os museus e pelo facto de as escolas não terem um programa específico para levarem às crianças aos museus, isso leva com que os nacionais não procurem com mais frequência essas estruturas.

Para reverter a situação, informou, o IPC pretende apostar nas novas tecnologias, isto é, fazer dos conteúdos expostos nos museus mais interactivos e ainda vão implementar o Plano de Educação Patrimonial que visa chamar a atenção das pessoas para visitarem os museus.

“Estamos numa sociedade jovem e os jovens precisam muito mais do que ter um objectivo exposto, precisam interagir com esse artefacto”, sublinhou.

Este ano, informou, o Museu de Resistência e o da Tabanca vão receber intervenções no âmbito do Programa de Reabilitação e Requalificação e Acessibilidade (PRRA), enquanto os Museus de Arqueologia e o do Mar serão contemplados com intervenções no âmbito do “Projecto Museus de Cabo Verde”.

Ainda, de acordo com os dados divulgado, em 2018, houve um aumento do número de estruturas museológicas sob a gestão directa do IPC, que passou de cinco museus para sete.

“Se até Novembro de 2017 o Instituto tutelava o Museu do Mar (ilha de São Vicente), Museu do Sal (ilha do Sal), Museu Etnográfico da Praia (ilha de Santiago), Museu de Arqueologia (ilha de Santiago) e o Museu da Resistência (ilha de Santiago), em 2018 passou a contar com mais duas estruturas, nomeadamente o Museu da Tabanca (reaberto em finais de 2017) e o Núcleo Museológico Cesária Évora” apontou.

Adilson Dias informou ainda que o IPC está a elaborar o Plano Museológico dos Museus de Cabo Verde, um documento que vai dar orientações para “uma melhor organização diária” dos Museus.


AM/ZS

Inforpress/Fim

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