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Município da Praia: Bancadas do PAICV e MpD divergem na apreciação do relatório de contas de gerência

Cidade da Praia, 13 Mai (Inforpress) – As bancadas municipais do PAICV e do MpD manifestaram hoje posições contrárias durante a sessão ordinária da Assembleia Municipal da Praia relativamente à apreciação do relatório de contas de gerência de 2020 da Câmara Municipal da Praia.

O líder da bancada municipal do Movimento para a Democracia (MpD, oposição), Manuel Alves, em declarações à imprensa reiterou que a apreciação da sua bancada é positiva, isto tendo tem conta que, lembrou, a recolha de receitas durante o ano 2020 ronda os 64 por cento (%) e 67% da despesa total.

Para o deputado municipal, apesar dos constrangimentos registados durante o referido ano, devido à crise sanitária causada pela pandemia da covid-19, em que houve diminuição de receitas, a anterior gestão camarária teve “um desempenho positivo e conseguiu dar respostas aos desafios”.

“Esta é uma avaliação que fazemos até 20 de Novembro que é altura de tomada de posse da actual equipa, portanto, a nossa posição é positiva apesar da câmara municipal e a bancada do PAICV terem uma posição diferente. Nós fizemos a nossa análise na parte política e quanto à parte técnica, cabe agora ao Tribunal de Contas fazer a sua análise”, declarou.

Manuel Alves voltou a alertar sobre o aumento de endividamento na Câmara Municipal da Praia, realçando que o não pagamento da dívida de 88 mil contos, referente ao empréstimo de tesouraria feito pela anterior câmara, contribuiu para o aumento da dívida que devia ser paga pela actual gestão municipal.

“Se uma câmara no dia 30 de Dezembro tinha um saldo de 95 mil contos, porque é que a actual equipa não honrou os compromissos de 88 mil contos estabelecido até 31 de Dezembro”, questionou o líder da bancada municipal do MpD, salientando que o acúmulo da dívida é da responsabilidade da actual equipa camarária, liderada por Francisco Carvalho.

Por seu turno, o líder da bancada municipal do PAICV (poder), Aquiles Barbosa, na sua avaliação ao relatório de contas de gerência, reconheceu que é um documento de gestão partilhada, mas que a sua bancada aprecia negativamente os resultados alcançados.

“A nossa análise é negativa porque não obstante a taxa de execução de 67% há uma percentagem muito alta, de 80% destinado a investimentos, isso é extremamente grave porque com a pandemia a assolar o País a anterior câmara privilegiou investimentos e não priorizou as questões sociais e ainda aprovou um orçamento rectificativo”, afirmou, realçando que a resolução dos problemas relacionados com o sector social ficou “muito aquém” das expectativas.

Quanto à situação do endividamento da câmara, o deputado municipal do PAICV referiu que de 2016 a 2020 a autarquia sustentada pelo MpD fez um empréstimo anual de médio e longo prazo de 200 mil contos, acrescentando que com intuito de influenciar os resultados das eleições, os investimentos duplicaram no mês de Novembro.

 “Esta câmara ainda não emprestou nada porque temos uma visão diferente porque não podemos fazer empréstimos para consumo”, asseverou.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, afirmou que o relatório de contas de gerência “não traduz a realidade” da capital cabo-verdiana, propondo uma reflexão sobre o impacto do referido documento na vida das pessoas e no desenvolvimento do município.

“Estamos perante uma câmara considerada a mais corrupta de Cabo Verde, entretanto, no relatório não se pode captar este grande problema central, daí que, precisamos trabalhar mais, analisar os indicadores com um retrato mais fiel para não ficarmos somente a seguir um formalismo implementado a décadas”, sugeriu.

CM/AA

Inforpress/Fim

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