Mundial2022: Equador bate Qatar que se torna o primeiro anfitrião a perder na estreia

Lisboa, 20 Nov (Inforpress) – O Mundial2022 de futebol arrancou hoje com o Equador a bater o anfitrião Qatar, por 2-0, no Grupo A, com um ‘bis’ do avançado Enner Valência, no Estádio Al Bayt, em Al Khor.

O jogador de 33 anos, treinado pelo português Jorge Jesus, no Fenerbahçe, marcou aos 16 minutos, de grande penalidade, e aos 31, com um excelente cabeceamento, e deixou a seleção sul-americana com boas condições de alcançar os oitavos de final e igualar a sua melhor participação de sempre, alcançada em 2006, na Alemanha.

Estreante absoluto, o Qatar entrou para história, mas pelas piores razão, já que passou a ser o primeiro anfitrião de sempre a sair derrotado do jogo de estreia da prova.

67.372 espetadores marcaram presença no Estádio Al Bayt para a cerimónia de abertura e para o primeiro jogo do Campeonato do Mundo, mas as bancadas foram ficando vazias com o decorrer do encontro.

De acordo com agências noticiosas, e reforçada com imagens televisivas, o segundo golo do Equador começou a ‘despir’ o recinto de espetadores e, a 10 minutos do fim, apenas cerca de um terço dos adeptos iniciais se mantinham no Al Bayt.

O segundo encontro da jornada inaugural do Grupo A realiza-se na segunda-feira, entre o Senegal e os Países Baixos, vice-campeões em 1974, 1978 e 2010, com início às 15:00 (em Cabo Verde).

Ainda com bancadas cheias, uma mensagem de inclusão e união, que teve o ator norte-americano Morgan Freeman como uma das figuras principais, marcou a abertura do Mundial2022 de futebol, envolto em várias polémicas, que o discurso do Emir do Qatar procurou contrariar.

Após a projeção de imagens que tentaram mostrar que o pequeno país que acolhe a 22.ª edição do Mundial tem tradição na modalidade, conhecido ator norte-americano afirmou: “Todos nós temos uma história de futebol, e esta terra tem uma história muito própria”.

A animação musical do espetáculo de cor e luz ficou a cargo de Fahad Al Kubaisi, uma cantor e ativista dos direitos humanos no Qatar.

Fora da cerimónia, que durou cerca de 30 minutos, ficaram as polémicas que têm motivado as críticas de várias organizações governamentais e mesmo de alguns dos intervenientes no evento, entre os quais a corrupção, a exploração laboral e o desrespeito pelos direitos das pessoas LGBTQIA+.

Inforpress/Lusa

Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos