Mulheres da APIMUD não querem voltar a pedir esmolas ou a depender dos outros

Cidade da Praia, 28 Jan (Inforpress) – As mulheres da Associação Cabo-verdiana de Promoção e Inclusão das Mulheres com Deficiência (APIMUD) não querem voltar a pedir esmolas e nem depender dos outros para poderem sustentar a família.

A afirmação é das mulheres que constituem a associação APIMUD em declarações à Inforpress para falar da situação por que passam 12 meses depois do encerramento do “quiosque solidário”, um espaço onde conseguiam um rendimento mensal para o sustento da família.

Em conversa com a Inforpress, Naldi Veiga, presidente da APIMUD, descreve esta situação como um “retrocesso” nas conquistas que a associação conseguiu para poder ‘empoderar’ as mulheres portadoras de deficiência.

“Nós investimentos e recebemos apoio de parceiros para manter o quiosque solidário a funcionar, mas o que parece é que a política do Governo em favorecer as pessoas com deficiência só fica no papel. Como podemos minimizar barreiras que nos dificultam se somos perseguidos por serviços que podiam nos ajudar”, interrogou.

O investimento, segundo, disse, não ficou apenas em formar pessoas para que pudessem trabalhar e usufruir de um rendimento mensal, mas também em compra de materiais para execução do quiosque no sentido de o tornar mais atractivo.

Já Janice Cardoso Nunes e outras colegas, que faziam trabalhos de arte e de pastelaria para colocar no quiosque para ser vendido, dizem-se sentir “encurraladas” com a situação, pois, já conseguiam viver dos seus próprios meios e, vão mais longe ainda, acusando o Governo de “falar bonito” prometendo inclusão das pessoas deficientes no mercado de trabalho, mas que na pártica nada acontece.

No quiosque solidário trabalhavam, também, Margarida, Suely e Neusa, que expressaram a sua insatisfação perante a situação por que passam há um ano.

“Ao menos tínhamos um local de trabalho e um sítio onde expúnhamos os produtos confecionados por nós para ser vendido. Agora já não sabemos como fazer. Só queremos trabalhar e poder conseguir ter o nosso rendimento mensal sem esperar ajuda de ninguém”, realçou.

O quiosque de “reprografia solidária” encerrado há cerca de um ano, começou a funcionar em Março de 2017 com o apoio da embaixada dos Estados Unidos com o valor de 500 mil escudos, o equivalente a 50 por cento do valor total do projecto, e garantia emprego a três mulheres.

Com o encerramento da reprografia, em Janeiro de 2018, devido a problemas de espaço, segundo a presidente da APIMUD, caiu por terra o sonho de melhorar a qualidade de vida das mulheres da associação que começaram a gerir rendas e promover a sua independência.

PC/CP

Inforpress/Fim

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