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MpD reage com “estupefacção” às declarações de Janira Almada sobre barragem de Banca Furada

Cidade da Praia, 05 Abr (Inforpress) – O MpD reagiu hoje, através do seu secretário-geral, com “estupefacção” às declarações de Janira Almada sobre a barragem de Banca Furada em que acusa o Governo de utilizar as falhas técnicas desta infra-estrutura como arma de arremesso político.

O secretário-geral do Movimento para a Democracia (MpD, poder), Miguel Monteiro, reagiu em conferência de imprensa, realizada na Cidade da Praia, às declarações da líder do PAICV, Janira Hopffer Almada, proferidas em entrevista à Inforpress sobre o balanço da visita que efectuou à ilha de São Nicolau.

Nas suas declarações, aquele responsável partidário afirmou que, em 2011, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, agora oposição) colocou no seu programa eleitoral a meta de construir 17 barragens e que, entretanto, não conseguiu chegar sequer à metade desse objectivo.

“Das sete barragens que deixou completamente construídas, apenas quatro cumprem com os objectivos”, acrescentou Miguel Monteiro, frisando que “neste processo foram gastos quase cindo milhões de contos”.

Miguel Monteiro disse ainda que todo o processo de construção das barragens apresenta “viabilidade questionável, problemas técnicos, gestão institucional inadequada, problemas ambientais, estratégia política errada”, bem como o “fraco sucesso na execução de furos”.

A mesma fonte referiu que o caso da barragem de Banca Furada é “paradigmático”. Conforme indicou, pelo próprio nome, verifica-se que construir uma barragem nessa localização seria um erro.

“Os próprios populares da localidade avisaram a questão”, fez saber Miguel Monteiro, acrescentando que “o PAICV na ânsia de ganhar as eleições, sequer se preocupou em fazer estudos credíveis” e “nem teve responsabilidade na altura”, o que “continua, com mais esta manobra” de Janira Almada.

Assim, o secretário-geral do MpD defendeu que parece “mais uma fuga em frente” por parte de “uma das principais responsáveis”, Janira Almada, uma vez que a mesma pertenceu ao anterior Governo.

“A nossa visão é outra. Sabemos que Cabo Verde é um país onde a seca é a regra e a chuva abençoada é uma excepção”, adicionou Miguel Monteiro, adiantando a visão do MpD “que se baseia na mobilização e gestão de água nas energias renováveis, na dessalinização, na reutilização de águia, na verdadeira massificação do sistema gota a gota, entre outras inovações”.

Para tal, Miguel Monteiro fala em “importantes parceiros” que estão sendo mobilizados, como casos da Hungria, com a assinatura de um acordo de cooperação técnica e de uma linha de crédito no montante de 35 milhões de euros para a mobilização e reutilização de água, e Israel, “um país que enfrenta situações de falta de água e escassez de terra para o cultivo, mas que se tornou numa das grandes potências no mundo em termos de agricultura”.

Prosseguindo, aquela fonte pontuou que em Cabo Verde “todos já estão habituados com a permanente desresponsabilização e tentativas de manipulação e de criação de casos e suspeições por parte do PAICV”.

Mas, desta vez, acrescentou Miguel Monteiro que a presidente do PAICV ultrapassou todos os limites ao querer apresentar uma queixa-crime contra o Governo do MpD por causa do “falhanço” do PAICV, que construiu e inaugurou a barragem de Banca Furada, “que nunca conseguiu reter nem um litro de água”.

“Simplesmente ultrapassa todos os limites de demagogia política. É exactamente por causa de atitudes como esta. Por causa de desaforos da presidente do PAICV, que os cabo-verdianos não têm confiança nela e nem no PAICV”, finalizou Miguel Monteiro, arrematando que “Cabo Verde precisa e tem um bom Governo”, mas que “infelizmente não tem uma boa oposição”.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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