MpD manifesta ao Presidente da República a disponibilidade para os consensos necessários

Cidade da Praia, 10 Jan (Inforpress) – O secretário-geral do MpD, Luís Carlos Silva, disse que manifestou hoje ao Presidente da República, José Maria Neves, a disponibilidade e abertura do partido para os consensos necessários para se ultrapassar o impasse nas questões importantes do país.

Luís Carlos Silva falava aos jornalistas à saída de um encontro com José Maria Neves para apresentação dos habituais cumprimentos de ano novo do Movimento para a Democracia (MpD), durante a qual a questão foi abordada, com particular enfoque para a eleição dos órgãos externos ao parlamento.

“O MpD também expressou ao senhor Presidente a nossa total disponibilidade, como   aliás tem sido a nossa actuação. Nos estamos abertos e disponíveis para construir os consensos necessários para ultrapassar esta questão dos órgãos externos ao parlamento”, disse.

O secretário-geral do partido da maioria parlamentar sublinhou que Cabo Verde tem de ser capaz de produzir consensos necessários para ultrapassar esses obstáculos.

“Cabo Verde é uma democracia quase a ascender à categoria de democracia plena e nós não podemos estar quatro anos num impasse porque os lados não conseguem produzir os entendimentos necessários para construirmos soluções de maioria de dois terços”, lamentou.

“O MpD esteve no passado e continua a estar completamente aberto, completamente disponível, para o consenso, para o diálogo, para conseguirmos ultrapassar a questão dos órgãos externos, mas outras questões que nós temos no pipeline”, acrescentou.

Luís Carlos Silva adiantou que a nível do parlamento já há contactos em andamento, pelo que espera que nas próximas sessões o tema possa voltar a subir à plenária e a questão da eleição dos órgãos externos possa ser definitivamente ultrapassada.

Recordar que em meados de Dezembro, na tomada de posse de Bernardino Delgado para mais um mandato à frente do Conselho Superior de Magistratura Judicial (CSMJ), o Chefe de Estado, criticou a “falta de entendimento” entre os partidos políticos com assento na Assembleia Nacional e recordou que o incumprimento na renovação ou escolha de membros para os mais diversos órgãos constitucionais tem-se tornado frequente.

José Maria Neves sublinhou a importância dos consensos e harmonia na realização de fins comuns em democracia, sublinhando que a designação dos membros dos órgãos externos ao parlamento exige um exercício do poder responsável, pluralismo e cultura democrática.

Por outro lado, afirmou que a ausência de cooperação entre os principais actores políticos pode constranger o cumprimento cabal e regular das funções que lhe estão cometidas.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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