MpD diz que Luís Filipe Tavares assumiu “erro de avaliação” ao pedir demissão do Governo

Cidade da Praia, 14 Jan (Inforpress) – A secretária-geral do MpD disse hoje que o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Felipe Tavares, assumiu publicamente o “erro de avaliação” na nomeação do cônsul honorário na Flórida, ao apresentar o seu pedido de exoneração ao governo.

Filomena Delgado reagia assim em nome do Movimento para Democracia (MpD-poder) às recentes declarações do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) que pediu ao governo para assumir as consequências políticas deste caso.

“O governo não se furtou à responsabilidade política do erro da avaliação dos cônsules honorários, o que é do conhecimento público. E essa responsabilidade política, independentemente da boa fé do então titular da pasta, Dr. Luís Filipe Tavares, foi assumida totalmente pelo próprio, que apresentou o pedido de exoneração e pelo primeiro-ministro, que aceitou, de imediato, compreendendo a situação e fazendo a leitura política que se impunha”, disse.

Ainda na suas declarações, Filomena Delgado afirmou que essa prática “não é escola nos governos do PAICV, cujos ministros enfrentaram enormes escândalos, que originaram processo crimes de corrupção e outros, mantendo-se arrogantemente serenos nos seus postos, com desprezo total pela opinião pública e pelos danos na imagem e prestígio do País”.

Filomena Delgado frisou ainda que na política não vale tudo e que em Democracia o interesse público deve ser colocado acima de tudo.

Esta responsável partidária denunciou ainda que durante a governação do PAICV, vários escândalos aconteceram, sem que nenhuma responsabilidade política fosse assacada, citando como exemplo o Casa para Todos, o Fundo do Ambiente e o Novo Banco.

“O PAICV tem ainda muito que aprender (…) O governo de Ulisses Correia e Silva fez tudo o que podia fazer neste caso, concordando, de imediato, com o pedido de exoneração apresentado e anunciando logo a exoneração dos nomeados”, acrescentou.

Para Filomena Delgado, assumiu-se “por inteiro o erro” da avaliação, “causado fundamentalmente” pela circunstância de ter sido cônsul de Portugal na Flórida por cerca de seis anos e pela circunstância ainda da proposta de nomeação ter recebida aval das autoridades americanas.

“É nesse contexto que deve ser analisado o erro da avaliação”, ressaltou a secretária-geral do MpD, reafirmando que este partido não tem, e nunca terá, afinidades com a extrema-direita e que é membro da Internacional Democrata do Centro, família dos partidos democráticos do centro que repudia todos os extremismos.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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