MpD: CPCRGS pede líder do PAICV para “mandar parar” actos de “abusos” e “vingança” nos municípios governados pelo partido

Cidade da Praia, 05 Jan (Inforpress) – A Comissão Política Concelhia de Ribeira Grande de Santiago (CPCRGS) do MpD solicitou, hoje, a líder do PAICV para “mandar parar” aquilo que considera actos de “abusos” e “vingança” nos municípios onde o PAICV é poder.

A solicitação foi feita, hoje, pelo coordenador da CPCRGS do Movimento para a Democracia (MpD), Manuel Moura, numa conferência de imprensa realizada na cidade da Praia, com o desígnio de mostrar o posicionamento da referida comissão sobre a situação dos trabalhadores de saneamento da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago (CMRGS) que foram despedidos pela actual autarquia do PAICV, no dia 31 de Dezembro.

“Senhora Janira Hopffer Almada, por favor manda parar, nos municípios onde o PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde) é poder, para deixarem de abusos e vingança e para começarem a trabalhar para o bem de todos os munícipes”, suplicou Manuel Moura, após frisar que a comissão está “preocupada” com a atitude do actual autarca e a sua equipa.

Além de que, acrescentou, é “preocupante” a forma como os trabalhadores foram tratados, ainda por cima num momento em que o País luta contra os efeitos da pandemia de covid-19, em que situação das famílias está “cada vez mais complicada”.

Deste modo, este responsável defendeu ainda que o PAICV é “contra” as mulheres de Ribeira Grande de Santiago por ter despedido cerca de “31” chefes-de-família, pelo que, admitiu, fica “difícil” compreender a política da actual câmara municipal no quesito da protecção e no combate ao desemprego naquele município.

Por estas razões, aquele coordenador questionou onde está a “igualdade” para aquelas senhoras mães chefes-de-família, referindo, de igual modo, que esta é uma postura “discriminatória”, que a câmara do PAICV alega ser “rotatividade” e não despedimento.

Entretanto, fez saber que “não tem rotatividade” na função pública, que é mais uma “manobra” feita pela autarquia para despedir estas mulheres que já se encontravam com algum tempo de serviço, para contratar aquelas a quem prometeram emprego durante a campanha autárquica.

“Temos ouvido sempre o lema do PAICV, jovens não têm emprego, chefes-de-família passam por situações difíceis etc, etc, então é este o rumo? É para isso que o PAICV está a pedir a confiança dos cabo-verdianos para em 2021 governar Cabo Verde?”, onde está a senhora presidente do PAICV que tanto fala na defesa de mulheres cabo-verdianas, na luta contra a pobreza, na igualdade e oportunidade?”, questionou Manuel Moura.

Para este responsável, não se trata de 15 mulheres despedidas, conforme vinculado, mas sim de 31 mulheres, tendo apontado Cidade Velha (15), Salineiro (cinco), Bota Rama (três), São Martinho Grande (três), Porto Mosquito (dois), Santana (um), Calabaceira (dois).

TC/ZS

Inforpress/Fim

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