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MpD considera que presidente da câmara da Praia tem-se manifestado “incapaz” de liderar o município (c/áudio)

Cidade da Praia, 08 Jun (Inforpress) – O coordenador da Comissão Política Concelhia da Praia do Movimento para a Democracia (MpD) disse hoje que o presidente da câmara da Praia tem-se manifestado “incapaz” de liderar a autarquia, apontando  “práticas ilegais” do edil.

Alberto Melo fez esta intervenção à imprensa, reagindo à conjuntura que se instalou na Câmara Municipal da Praia, envolvendo o presidente Francisco Carvalho e os vereadores Chissana Magalhães e Samilo Moreira.

Francisco Carvalho acusou os dois vereadores do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) de “tentativa de perturbar o normal funcionamento da autarquia” e a consequente desprofissionalização dos dois autarcas.

Neste sentido, Alberto Melo recordou que o autarca se viu desautorizado com seis vereadores a anularem essa decisão, nomeadamente a reformulação dos pelouros, “pondo em causa a sua autoridade e legitimidade política“.

Ao mesmo tempo, assinalou, o colectivo sublinhou apoio expresso à queixa-crime contra Francisco Carvalho, apresentada por esses dois vereadores da maioria.

Segundo realçou, em causa está ainda a “duvidosa legalidade de contratos” de pessoal efectuados pelo presidente, a partir de Dezembro do último ano, bem como um contrato com uma empresa que monitora as viaturas do município.

“Os vereadores deliberaram, ainda, solicitar ao Governo um inquérito à Câmara Municipal da Praia, por considerarem haver provas e indícios fortes da prática de várias ilegalidades promovidas por Francisco Carvalho”, avançou.

Segundo o responsável, “a maioria dos praienses” estão com “legítimas apreensão e perplexidade” sobre a conduta do edil, que se tem manifestado “incapaz de liderar uma cidade que, enquanto capital do País, deveria ser referência e orgulho de todos”.

“Enquanto oposição responsável e credível, não nos alegramos como o desnorte a que chegou o presidente da principal câmara municipal do arquipélago”, precisou Alberto Melo.

Por outro lado, apontou que a capital do País tem-se tornado “uma cidade de lixeira a céu aberto, desorganização do comércio informal, incapacidade de resposta dos serviços, paralisação de obras estruturantes e incumprimento de compromissos assumidos”.

“A capital do País é um caos absoluto, com cerca de trinta obras de requalificação urbana paradas, colocando em causa a segurança dos munícipes, principalmente por emergência da época das chuvas e o seu impacto em obras inacabadas”, frisou.

Alberto Melo afiançou que o edil praiense “passa a vida a lamentar-se da falta de dinheiro”, mas que “desbaratou por incompetência” um projecto da União Europeia, na área do ambiente, saneamento e governança local, herdado da anterior equipa camarária, no montante de 385 mil contos.

“Ao mesmo tempo persegue técnicos capacitados e trabalhadores do município, implementando despedimentos, colocando outros na “prateleira”, falhando no pagamento de salários e, paralelamente, assinando contratos ilegais para dar emprego à sua tropa”, sublinhou.

Por fim, reiterou que a Comissão Política Concelhia da Praia do MpD vai continuar a acompanhar a evolução dos acontecimentos na autarquia, ao mesmo tempo que apelou à autoridade do Estado para efectuar uma inspecção à câmara, aos contratos firmados e às violações da legalidade.

HR/AA

Inforpress/Fim

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