MpD afirma que 13 de Janeiro libertou Cabo Verde de “quinze e longos anos de opressão”

Cdade da Praia, 13 Jan (Inforpress) – A líder parlamentar do MpD (poder) disse hoje que o 13 de Janeiro libertou Cabo Verde de “quinze e longos anos de opressão”, momentos “menos bons” da história do País vivenciados pelos cabo-verdianos, cuja análise objectiva deve ser lembrada.

Joana Rosa fez esta afirmação durante a sua intervenção na sessão solene da Assembleia Nacional alusiva ao Dia da Liberdade e da Democracia, que se comemora hoje, 13 de Janeiro.

“Comemorar o 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, é comemorar uma etapa importantíssima da nossa história enquanto país e povo, é enaltecer a história deste país democrático, é reavivar a memória de um passado recente, é trazer ao debate público etapas da vida deste povo martirizado com séculos de dominação colonial”, afirmou.

Etapas, continuou, seguidas de quinze anos de um “regime opressor, que vetou o seu povo ao silêncio, impedindo-o de ter a liberdade de pensamento, a liberdade de circulação, a liberdade de imprensa e a liberdade sindical como princípios e fundamentos de um Estado de Direito Democrático”.

Para Joana Rosa, um país é feito de histórias, e, prosseguiu, 13 de Janeiro não pode ser considerado um dia menor, pois, completou, se a Independência libertou o País do jugo colonial, o Dia da Democracia e da Liberdade libertou Cabo Verde de quinze e “longos anos de opressão”.

“Momentos menos bons da história deste país, vivenciados pelos cabo-verdianos, cuja análise objectiva deva ser lembrada, para que se possa construir as bases históricas, visando a construção de um futuro e não servir-se para ajustes com o passado”, acrescentou.

Ainda nas suas declarações, Joana Rosa frisou que o 13 de Janeiro de 1991, dia em que se realizaram as primeiras eleições multipartidárias em Cabo Verde, marcou a concretização de um dos maiores sonhos e desejos dos cabo-verdianos, “traduzidos na liberdade política, na conquista da cidadania plena e na construção do Estado de Direito Democrático e da assunção plena dos cabo-verdianos à condição de cidadãos livres, mestres do seu pensamento e senhores do seu destino”.

“Da administração colonial, com todas as sequelas deixadas, passamos para outro tipo de dominação, o desenvolvido e administrado por cabo-verdianos que, por terem participado na luta da libertação, consideravam-se os melhores filhos desta terra, impondo aos cabo-verdianos um regime de partido único que ao invés de permitir que este povo, martirizado pela dominação colonial respirasse o ar puro de liberdade, vivesse na liberdade e na fraternidade dentro de sua própria terra, implementou de forma pouco inteligente um regime que condicionou as liberdades políticas, económicas e sociais dos cabo-verdianos”, pontuou.

A líder parlamentar do MpD prosseguiu, afirmando que o surgimento de um Grupo de Reflexão em 1990, que tão cedo se transformou no MpD, foi fundamental para que mudanças estruturantes pudessem ter sido impostas, visando a criação de condições para que este povo pudesse perspectivar viver em liberdade.

“A teoria defendida hoje pelo Partido Africano da Independência de Cabo Vede (PAICV) em como terá de forma livre contribuído para a abertura política constitui um mito. De igual modo, constitui um mito afirmar-se que os emigrantes tinham direito ao voto”, acrescentou Joana Rosa, para quem, nestes trintas anos, a alternância democrática tem constituído um factor importante para o fortalecimento da nossa democracia, uma referência no mundo.

Nas suas declarações, Joana Rosa fez também menção aos “heróis da Democracia”, protagonistas desta segunda república, entre eles o actual Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, quem, disse a parlamentar, esteve sempre em primeira linha.

A líder parlamentar do MpD mencionou ainda outros tantos arquitectos anónimos, de Santo Antão à Brava e também da diáspora, que, defendeu, merecem o reconhecimento da nação pelo contributo que deram e continuam a dar para a construção do País, na consolidação da democracia e na afirmação do Estado de Direito.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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