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Movimento S.O.S Cuba em Cabo Verde pede intervenção humanitária em Cuba (c/áudio)

Cidade da Praia, 26 Jul (Inforpress) – O movimento internacional S.O.S Cuba, em Cabo Verde, marchou hoje na cidade da Praia em solidariedade ao povo cubano, pedindo também intervenção humanitária internacional naquele país, conforme disse à Inforpress a porta-voz Maritza Rosabal.

“Estamos a apoiar este movimento que está em Cuba de manifestações contra a ditadura. Nós estamos a apoiá-lo e, ao mesmo tempo, esta caravana pede intervenção humanitária em Cuba, com alimentos, com medicamentos essenciais que não há, porque o povo cubano está nesse momento numa grande crise humanitária e precisa de toda a solidariedade do mundo”, disse.

Segundo esta porta-voz, mais 400 pessoas aderiram a este movimento em Cabo Verde, entre cabo-verdianos e cubanos.

“Nós já fomos recebidos na Assembleia Nacional, na Presidência da República, na Plataforma das ONG, pelo Governo, pelas Nações Unidas e pelos representantes religiosos para apresentarmos esta petição que pede intervenção humanitária, observadores internacionais e que o governo abra um diálogo com a sociedade civil para resolver o grande problema que Cuba tem neste momento”, acrescentou.

Questionada se tem havido conversação com o embaixador cubano em Cabo Verde, Maritza Rosabal respondeu que “não há diálogo possível” com a representação de um governo que em Cuba reprime e que perante as manifestações populares enviou tropas para rua naquela que é praticamente “uma guerra civil”.

“Nós queremos que os governos e as organizações intercedam e apoiem o povo cubano”, apelou Maritza Rosabal, garantindo que a “luta continua”.

A marcha de hoje teve arranque na zona da Prainha, seguindo para o Platô, Fazenda, Avenida Cidade Lisboa, Avenida de Cuba na Terra Branca, passando por Achada de Santo António, em frente à Assembleia Nacional, à sede das Nações Unidas e regressou à Prainha.

Cuba tem sido nos últimos dias palco de muitos protestos contra a ditadura imposta pelo governo.

A falta de liberdade, como por exemplo o uso da internet, assim como a “triste situação económica” que o país atravessa fizeram com que milhares de cubanos saíssem às ruas em raros protestos contra o governo federal que, normalmente, não são permitidos.

A falta de políticas públicas mais transparentes e constantes cortes de energia por uma semana acabaram por deixar parte da população cubana indignada, gerando os inúmeros protestos em vários pontos do país.

GSF/JMV
Inforpress/Fim

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