Movimento para Democracia considera “absurda” as declarações do PAICV sobre as contas trimestrais de 2016

 

Cidade da Praia, 19 Abr (Inforpress) – O Movimento para a Democracia (MpD –no poder) considerou hoje, “absurda”, as declarações do PAICV quanto aos dados sobre as contas trimestrais de 2016 onde a oposição denuncia haver “um excessivo endividamento interno”.

Em declarações à imprensa hoje, na Cidade da Praia, o secretário-geral do MpD, Miguel Monteiro, afirmou que as declarações do PAICV acusando que há “falta de transparência nas contas” se deve ao facto de existirem valores avultados numa rúbrica denominada de “outras operações”.

“Segundo as contas trimestrais, o endividamento interno passou de 45.998,1 milhões de CVE em 2015, para 52.516,3 milhões de CVE em 2016, o que representa apenas um aumento de cerca de 6,5 milhões de CVE. É de conhecimento de todos, excepto do PAICV, que existe actualmente um excesso de liquidez no sistema financeiro”, disse, sublinhando que a conclusão do PAICV é “errada e ilógica”.

Contrariamente ao do governo do PAICV, assevera Miguel Monteiro, o actual governo sempre se disponibilizou em responder aos questionamentos dos deputados, seja no Parlamento ou através de missivas.

Miguel Monteiro disse o PAICV dirigiu-se à Comunicação Social para lançar “suspeições” e fazer referência à redução do défice tomando como sua responsabilidade a evolução favorável das receitas correntes.

Nas suas declarações, o PAICV quis realçar reformas fiscais implementadas pelo governo anterior, ou seja, o que é “positivo é consequência dele sendo a negativa responsabilidade deste governo”.

“Nunca é demais reclamar o país que o governo do MpD encontrou, com o crescimento económico rastejante; situação de catástrofe na TACV, cujo arrasto de um avião foi o cúmulo; derrapagens e situação crítica na IFH com o projecto Casa para Todos; utilização indevida de fundos do Estado (…)”, aponta.

Segundo o MpD, o PAICV faz um relatório negro das contas trimestrais de 2016, sem referir-se sobre os ganhos conseguidos em 2016 com o pagamento de salários de 249 novos professores com efeito retroactivo a Outubro de 2015; aumento salarial de 3% ao pessoal docente com efeito retroactivo a Janeiro de 2016, e aumento salarial de 2% do pessoal da Polícia Nacional, com efeito retroactivo a Janeiro 2016.

Aponta ainda, como ganhos o descongelamento do recrutamento para o pessoal da saúde; evolução na carreira dos agentes da Polícia Judiciaria e descongelamento de recrutamento dos oficiais de justiça.

“Ao contrário do propalado pelo PAICV, o Governo começou a responder aos anseios dos cabo-verdianos, resolveu muitos dos problemas deixados pela desastrosa governação, e tudo isso com a estabilidade macroeconómica garantida e com o crescimento económico de 3,9% do PIB”, enfatizou.

Por isso, o secretário-geral do MpD aconselha o PAICV a ter uma outra atitude, com maior seriedade e baseada na realidade do país, “e não em fantasias criadas, porque Cabo Verde precisa de uma oposição pujante e assertiva”.

Entretanto, o MpD considera os dados referentes às contas trimestrais de 2016, apresentadas pelo Governo ao Parlamento, revelam que o défice se situou em 3,5% do PIB projectado, inferior ao estimado no OE de 2016 (5,2%); que as receitas totais aumentaram 3,3% face a 2015, isso devido a maior arrecadação de impostos em 6,8%.

A leitura do partido no governo, deste documento, destaca o aumento das despesas correntes de funcionamento e de investimento em 7,3% face a 2015 e avança que o stock da dívida pública atingiu os 210.726 milhões de CVE, sendo a dívida interna de 52.516,3 milhões (32% do PIB) e a dívida externa de 158.209,7 milhões (96,5% do PIB).

O pronunciamento do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) sobre as contas trimestrais de 2016, apresentadas pelo Governo ao Parlamento aconteceu esta terça-feira, através de um comunicado de imprensa.

PC/FP

Inforpress/Fim

 

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