Movimento Federalista Pan-Africano assinala Dia de África com a questão saúde no centro das atenções

Cidade da Praia, 22 Mai (Inforpress) – O Movimento Federalista Pan-Africana (MFPA), em Cabo Verde, vai promover este domingo um “grande encontro” internacional online para assinalar o Dia da África, 25 de Maio, tendo a questão da saúde no centro das atenções.

O evento, que de acordo com o coordenador do MPFA em Cabo Verde, Paulo Umaru, vai acontecer online devido à impossibilidade de fazer ajuntamento de pessoas, terá três momentos entre os quais uma roda de conversa com tendo o tema “Pensar a saúde do povo Africano no contexto da pandemia Covid-19”.

Para animar o tema foram convidados o médico Murtala Keita e o psicólogo clinico Gerson Semedo e Lúcia Cardoso.

“Teremos um médico e um psicólogo porque sabemos que essa questão dessa pandemia tem um impacto no nosso psíquico e então é também uma das formas de abordarmos essa questão toda e analisá-la no contexto africano”, explicou.

Paulo Umaru realça o facto de a doença estar a evoluir num ritmo diferente no continente africano e com reduzido grau de fatalidade, o que na sua perspectiva acabam por deixar “alguma esperança” de que o continente poderá ultrapassará essa situação sem “grandes perdas” quando comparado com o resto de mundo.

Contudo, salientou que a preocupação maior está a nível económico e social, já que conforme indicou a base da economia africana é a economia informal que está praticamente parada, criando grandes dificuldades para as famílias.

Apesar da questão económica, que considera crítica, entende que o continente, que até hoje já registou cerca 99.000 infectados e pouco mais de três mil mortes, tem as condições tanto em termos de recursos materiais como científicos para ultrapassar essa situação.

“Nós temos visto nas várias paragens do continente algum desenvolvimento em termos de tratamento e de prevenção. Temos tido grandes experiências com surtos epidemiológicos como o ébola, o HIV e temos visto que tem havido países africanos a posicionarem de forma inteligente na prevenção”, disse.

Neste sentido manifestou o desejo do Movimento Federalista Pan-Africana de ver Cabo Verde mais alinhado com o resto de continente e em busca de novos caminhos da solidariedade e apoio mútuo.

“Em vez de estar à espera apoios de Ocidente, entendo que devíamos ter uma interação mais intensa com os nossos vizinhos e com a África de uma forma geral. Até porque tudo indica que a abordagem que os nossos vizinhos do continente têm adoptado em relação ao novo coronavírus tem tido resultados positivos”, apontou.

A conversa “Pensar a saúde do povo Africano no contexto da pandemia covid-19”, terá transmissão ao vivo na rede social facebook.

Será, entretanto, antecedida de uma outra conversa sob o título “Celebrar o percurso e legado intelectual de Cheikh Anta Diop”, que acontece na plataforma Zoom e cuja participação é feita mediante inscrição.

A finalizar será realizado um momento cultural intitulado “Djatu Puétiku Pan-Afrikanu” com a participação de diversos artistas de Cabo Verde e do Brasil entre os quais Cizinho Afreeka, Brenda Lima, Akins Kinté, Tchilac, Raquel Lima, Apolo Carvalho, Talina Ben, Silvino Tavares e Carlos Graça, também com transmissão ao vivo no facebook do movimento.

O MPPA nasceu em 2015 com o objectivo de garantir a união política de todos os africanos nos respectivos países e na diáspora no sentido de conseguir a unidade de todos os africanos no horizonte temporal de menos de uma geração. A célula cabo-verdiana existe desde 2016.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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