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Mosteiros: Sector do café é exigente mas pode ser sustentável se houver qualidade – Agrónomo

 

São Filipe, 09 Abr (Inforpress) – A produção do café é exigente mas é um sector que pode ser sustentável e com retorno do investimento se houver uma aposta na qualidade, disse o agrónomo Amarildo Baessa.

Alguns cafeicultores dos Mosteiros mostram-se pessimistas e preferem investir em outras áreas do que no sector do café, porque consideram que as despesas com todo o processo são elevadas e não há incentivos.

Contrariando este posicionamento, o agrónomo defende que o investimento não é uma questão de pessimismo, mas salienta que quem está a investir no café tem de ter background, caso contrário não vai a lado nenhum.

“O sector de café exige um investimento e não é mais uma questão de orgulho ou fama, porque hoje o mercado exige outra coisa”, disse Amarildo Baessa, observando que o cultivo do café exige um mínimo de espera de três anos para começar a produzir, e,  por isso, muitos preferem outros produtos que dão receitas imediatas.

“Vale sempre a pena investir neste sector, porque o café é um produto que ocupa a terceira ou quarta posição dos mais vendidos no mundo e não há motivo para não investir”, afirma, adiantando que “se não primamos pela qualidade com um processamento apto para acompanhar o mercado, ai podemos desistir”.

O agrónomo observa que se o produtor não tiver sustentabilidade financeira é capaz de desistir de investir nesta área, adiantando que o retorno depende de quantidade de terreno e de planta para se ter uma produção razoável que justifique o investimento.

“Qualquer quantidade de café, desde que seja bem processada e de uma variedade boa, pode justificar o investimento”, disse Amarildo Baessa, acrescentando que no Fogo existe a arábica,  que é uma boa variedade.

Segundo Amarildo Baessa, nas zonas altas dos Mosteiros, não se faz grande investimento, porque há um clima que favorece produção de cafeeiro quase a 100 por cento (%) no regime de sequeiro, não existindo despesas com irrigação, e por isso os produtores têm poucas despesas, que se resumem em cuidar das plantas e fazer o tratamento adequado.

Manuel Barros, um dos produtores, disse à Inforpress que nas propriedades mais distantes não tem efectuado investimentos na extensão e renovação das plantas, mas que nas propriedades mais próximas tem estado a fixar a cada ano novas plantas de cafeeiros.

Este ano, apesar de a produção ser nula na área onde dispõe de cafezal, Barros disse que a produção foi suficiente para pagar as despesas com a colheita, indicando que com a empresa Fogo Coffee Spirit os proprietários têm menos despesas porque fazem a entrega no mesmo dia e não há o trabalho de secagem, descasque e comercialização como acontecia anteriormente.

JR

Inforpress/Fim

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