Mosteiros: Edil diz que manter relações de excelência não é razão para se silenciar perante situações adversas

 

São Filipe, 13 Abr (Inforpress) – O edil dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira disse, em conferência de imprensa, que o facto de manter relações de excelência com o Ministério da Agricultura, não é razão para se silenciar perante situações adversas, pondo em causa o sucesso das políticas no concelho.

Carlos Fernandinho Teixeira que convocou esta quinta-feira a imprensa para reagir às declarações do ministro da Agricultura e Ambiente e do delegado na ilha do Fogo, refere que a câmara que preside sempre prima pelas boas relações institucionais com todos os serviços desconcentrados do Estado, visando a procura de soluções conjuntas para os problemas que assolam o município, situação que tem contribuído para o sucesso dos trabalhos.

“O facto de termos criticado a falta de engajamento do Ministério da Agricultura e Ambiente, através da sua delegação regional, no quarto Festival do Café do Fogo, que tem sido a joia da coroa na promoção do Café do Fogo, o ministro não tem o direito de fazer qualquer juízo de valor e muito menos chamar o presidente da Câmara de deselegante”, disse o edil dos Mosteiros.

Segundo o autarca, a sua edilidade tem dispensado uma atenção especial à agricultura e criação de gado, porque esses dois sectores são a alavanca do desenvolvimento social e económico do município, observando que é nesta base que propôs à delegação do MAA do Fogo, um leque de acções estratégicas a desenvolver nas duas áreas, mas que ainda não saíram do papel, por falta de interesse do próprio MAA, derivado às alterações sugeridas pelo próprio ministro.

Com relação ao atraso na abertura do festival do café, referenciado pelo delegado do MAA no Fogo, Carlos Fernandinho esclareceu que o mesmo aconteceu porque os stands foram disponibilizados com ligeiro atraso pela própria delegação, questionando, porém, se o empréstimo de sete stands constitui um grande apoio do MAA ao festival do café.

Quanto ao terreno arrendado pela edilidade para ser disponibilizado aos jovens formados em técnicas de agricultura, Carlos Fernandinho esclareceu que o projecto não avançou por inércia da delegação do MAA do Fogo que não disponibilizou os kits de irrigação em tempo oportuno e não ao envio de listas de beneficiários como pretendeu fazer crer o delegado do MAA.

“Os jovens cansaram-se de esperar, foram mais de onze meses esperando pelos kits de irrigação, por isso foram procurar outro meio de sobrevivência”, disse o edil, advogando que “se tivesse havido a disponibilização dos kits de irrigação, em Abril do ano passado, tal não aconteceria e hoje os oito jovens estariam empregados”.

Carlos Fernandinho Teixeira apela ao titular da pasta da agricultura para deixar de arranjar subterfúgios e desviar o foco daquilo que são as promessas do seu Governo para esses sectores, tentando escamotear a verdade e mediatizar a opinião/crítica de um autarca, observando que as pessoas querem mais água e mais incentivos para a modernização da agricultura.

O autarca manifestou ainda a sua disponibilidade e abertura em trabalhar de forma articulada e planificada com o Governo da República, para a felicidade dos munícipes.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

 

 

 

 

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