Mosteiros: Edil defende municipalização dos sectores da agricultura pecuária e pesca

 

São Filipe, 09 Abr (Inforpress) – O edil dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira, defende a municipalização dos sectores da agricultura, pecuária e pesca como forma de desenvolver estas áreas fundamentais para o desenvolvimento dos municípios.

À margem do festival de café, que decorre na cidade de Igreja, Mosteiros, Carlos Fernandinho indicou que a municipalização destes vectores de desenvolvimento vai aumentar a competitividade entre os municípios, desenvolver agricultura, pecuária e pesca, através de transferência de competências, recursos e técnicos às câmaras para trabalhar em parceria com agricultores, criadores e pescadores.

“Já chegou a hora de tomar uma decisão mais assertiva e se tais ideias estivessem direccionadas para as câmaras, de certeza que projectos importantes dos sectores agrícola, pecuário e pesca estariam resolvidos”, disse Carlos Fernandinho, para quem as potencialidades da ilha, nestes sectores, estão sub-aproveitado.

Segundo o mesmo, o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) tem feito muito pouco para os agricultores do Fogo e aponta como exemplo a situação catastrófica do sector de irrigação na zona sul e centro da ilha (São Filipe) e Santa Catarina e o caso do projecto vinha Maria Chaves, que pela sua importância, se devia criar todas as condições para o seu fomento.

A nível dos Mosteiros, disse, a edilidade tinha um projecto interessante em parceria com a delegação do MAA, em que a câmara investiu na formação de seis jovens e arrendamento de terreno para implementação de parcelas irrigadas e o MAA apenas entrava com kits para instalação do sistema. Mas que a edilidade perdeu recursos porque faltou apenas kits para seis horticultores, o que, demonstra, segundo ele, que não há uma política assertiva do Governo em relação à agricultura na ilha do Fogo.

Outro exemplo apontado é a falta do engajamento do Governo, através do Ministério da Agricultura e Ambiente no festival, cujo objectivo é internacionalizar o café, objectivo que está sendo conseguido, já que o café do Fogo está na sexta posição a nível internacional.

Este disse que o seu município tem incentivado este sector e a agricultura de uma forma geral, adiantando que é nesta perspectiva que se criou o viveiro municipal, que deverá funcionar brevemente, para produção de plantas de café, mas também fruteiras e ornamentais para fornecer aos munícipes. Complementa assim a iniciativa desenvolvida em parceria com a Fogo Coffee Spirit que consistiu no fornecimento gratuito aos agricultores de mais de três mil plantas de café, além do transporte de plantas.

“Vamos continuar a fazer isso no quadro de um trabalho para municipalizar a agricultura e pecuária nos Mosteiros”, afirma o edil, observando que no quadro da criação de um ambiente saudável para desenvolvimento da agricultura, a edilidade criou o Gabinete de Empreendedorismo Municipal, que inicia as suas funções ainda neste mês de Abril, com um técnico na área agro-pecuária para dar assistência técnica a agricultores, horticultores e criadores de animais e orientação a todos aqueles que vivem do campo.

Além disso o Gabinete vai dar apoio ao sector da pesca, do empreendedorismo na área de artes e ofícios, mas também está preparado para dar resposta ao desenvolvimento da economia local.

Segundo explicou, este Gabinete terá a função de aconselhar os agricultores na criação de uma rede de distribuição de produtos agro-pecuários, através de criação de pequenas unidades de transformação de frutas e de produtos de origem animal para valorizar um pouco mais os produtos do concelho dos Mosteiros.

A quarta edição do Fogo Coffee Spirit continua este sábado com uma digressão ao Morgadio de Monte Queimado para inteirar de todo o processo relacionado com o processamento do café e conhecer alguns espólios, nomeadamente de máquinas utilizadas noutros tempos, e, para muitos, o tão falado museu de café devia ser instalado nesta localidade das zonas altas dos Mosteiros.

O festival termina hoje à tarde, depois de três dias de muitas actividades culturais e ligadas ao café, que este ano foi dedicado ao cineasta Félix Andrade, uma pessoa que ajudou na divulgação internacional deste produto e que faleceu de forma precoce no ano passado.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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