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Morabeza-Festa do Livro: Joaquim Arena acredita que certame pode ser um alento para a literatura que vem “perdendo algum gás”

 

Cidade da Praia, 01Nov (Inforpress)- O escritor Joaquim Arena disse hoje que a literatura vem perdendo “algum gás”, mas que a Morabeza-Festa do Livro pode ser um “alento” para retomar um pouco a ligação com os livros, com a literatura e com os escritores.

Em declarações à Inforpress, Joaquim Arena, um dos participantes no festival Morabeza, que arrancou no dia 30 e vai até o dia 05 de Novembro, na Cidade da Praia, disse que actividades do tipo já se faziam falta em Cabo Verde, mas que este ano houve algum espaço para a promoção da literatura.

“Este é um ano especial, porque já houve um festival de literatura mundo no mês de Junho , no Sal, decorreu na Praia o VII encontro de escritores de Língua Portuguesa e hoje começa o Morabeza-festival, que, apesar de não termos tido chuva, é uma óptima colheita em termos de literatura e do livro”, disse, sublinhando que a literatura não alimenta o corpo, mas alimenta o espírito e a alma.

Apontou ainda que este evento pode significar uma viragem na forma como os poderes públicos encaram essa realidade.

Ao seu ver, assim como há um forte investimento e incentivo à promoção da música, com a realização de Atlantic Music Expo(AME), Jazz Festival, Baia das Gatas, há que apostar na promoção dos livros e na literatura cabo-verdiana.

“Este tipo de encontro literário deveria continuar e manter durante todo o ano, para que possa ter um efeito positivo junto do público leitor e para que as pessoas comecem a ler mais, para que os escritores sejam mais conhecidos e terem forma de dar a conhecer os seus livros”, sugeriu.

Joaquim Arena apresenta , no dia 02 de Novembro, no âmbito de Morabeza -Festa do Livro, a sua obra “Debaixo da nossa pele, uma viagem”, um livro que aborda a questão da escravatura, da emigração e de pessoas deslocadas dos seus países.

O livro, segundo o autor, tenta compreender a presença dos africanos e cabo-verdianos na Europa e Portugal e também é uma viagem dupla até aos locais onde ainda existem descendentes dos últimos escravos que foram levados de África para Portugal.

“Uma viagem que levará o autor a duas aldeias alentejanas, São Romão e Rio de Moinhos, mas que, ao mesmo tempo, serve de elemento de ignição de uma outra, desta vez no tempo, pela história da presença de africanos em Portugal e na Europa, do século XV ao estabelecimento de imigrantes cabo-verdianos, a partir dos anos 60 do século XX”, lê-se na nota.

Esta obra ainda para o autor são duas linhas narrativas em forma de palimpsesto, num estilo literário que mistura ficção, história, jornalismo, ensaio, relato de viagem e biografia.

A obra “Debaixo da Nossa Pele, Uma viagem”, com chancela Imprensa Nacional Casa da Moeda, foi uma edição distinguida com uma menção honrosa do Prémio INCM/Vasco Graça Moura 2016, na categoria de Ensaio.

O livro será apresentado pelo escritor, sociólogo e historiador António Correia e Silva.

AM /JMV

Inforpress/Fim

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