Mónica Furtado considera “relevante” a oportunidade dada aos deficientes para mostrarem sua capacidade

 

Cidade da Praia, 04 Jul (Inforpress) – A diretora geral da Inclusão Social (DGIS), Mónica Furtado considerou hoje “relevante” a oportunidade que o Governo tem dado às pessoas com deficiência para mostrarem a sua capacidade no acesso ao emprego e na inclusão social.

Mónica Furtado fez essas considerações na cerimónia de assinatura de um protoloco de colaboração com a empresa Confecções Alves Monteiro, que promove a formação em corte e costura, a 12 mulheres com deficiência, provenientes da Praia e do concelho de Santa Cruz, no âmbito do projecto integração das mulheres com deficiência.

“Esta é mais uma oportunidade para mostrar que todos têm capacidade e condições de seguir em frente e ter acesso ao emprego. O mais importante é mostrar aos outros que a inclusão é possível e não se tornar vítima da sua condição física”, disse.

Mónica Furtado salientou ainda, que o ministério que tutela a pasta da Inclusão Social “abraçou” o projecto porque acreditam que vai ser inovador e com resultados “muito bom” para o grupo alvo.

No entanto, chamou a atenção pelo facto de terem de trabalhar para culminar a formação, uma vez que se trata de um instrumento que os irá ajudar a dar continuidade à segunda fase do projecto.

A presidente da APIMUD (Associação Cabo-verdiana de Promoção e Inclusão das Mulheres com Deficiência), Naldi Veiga, considerou que a assinatura deste protocolo é “razão de muita alegria” para as mulheres com deficiência e para a associação, porque traduz a concretização de mais um dos seus objectivos, que é promover o emprego e o autoemprego.

“É motivante a forma como acreditaram no nosso projecto e na capacidade de mulheres deficientes. Nós mulheres com deficiência precisamos que acreditem na nossa capacidade, pois, somos capazes, mas em alguns casos precisamos apenas de materiais adaptados às nossas necessidades para podermos aumentar a nossa potencialidade”, asseverou.

Por sua vez, a gestora da Política Integrada da Educação, Formação e Emprego (PIEFE), Teresa Lima, realçou a importância que o Ministério da Economia e Emprego está a atribuir a esta formação e afirmou que o trabalho da instituição é, enquanto ferramenta de combate de desemprego e pobreza, apostar na educação, formação e emprego para qualificação e inclusão dos jovens, das mulheres e desempregados.

“Em estreita colaboração propomos trabalhar de forma transversal, não só no sector do PIEFE, mas também, nos projectos que respondam aos desafios da pobreza, família e inclusão social”, advogou.

Já a presidente da ICIEG, Rosana Almeida, garantiu que a instituição olha e vai continuar a olhar para as mulheres com deficiência porque acredita que o projecto só tem a dar resultados.

A formação que inicia no dia 17 de Julho, por um período de seis meses, contempla além da componente formativa, a vertente integração laboral, através da criação de vínculo com a empresa formadora e constituição de uma cooperativa de prestação de serviço na área de corte e costura.

A concretização do projecto é fruto de uma parceria entre o Ministério da Inclusão Social, a Associação Cabo-verdiana de Promoção e Inclusão das Mulheres com deficiência (APIMUD); a Política Integrada da Educação, Formação e Emprego (PIEFE); Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG); ONU Mulheres e Confecções Alves Monteiro.

PC/FP

Inforpress/fim

 

 

 

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