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Mónica Coelho cria movimento “Wake up Queen” para acordar as mulheres que estão num relacionamento abusivo e tóxico

Cidade da Praia, 26 Ago (Inforpress) – A activista social Mónica Coelho criou um movimento “Wake up Queen” para acordar as mulheres para uma vida livre de opressão, medo, baixa auto estima e principalmente livre de num relacionamento abusivo e tóxico.

Em conversa hoje com a Inforpress, esta activista social e professora de inglês contou que foi inspirada na sua história de vida, pois, viveu durante vários anos num relacionamento abusivo e tóxico, mas conseguiu libertar-se, por isso resolveu criar este projecto para acordar meninas e mulheres para uma vida livre de opressão, medos, baixa auto estima e livre de qualquer tipo de relacionamento abusivo de qualquer âmbito.

“Passei vários anos num relacionamento tóxico e abusivo, então libertei e não quis ficar com as mãos atadas e resolvi com o que aprendi nos meus estudos e pesquisa criar este movimento para passar informação às mulheres”, disse.

O movimento, que iniciou através das redes sociais há um mês, é constituído por 5.700 mulheres de toda parte do mundo, seja estudante, professora, jurista, dona de casa, psicóloga, polícia, enfermeira, médica, advogada, empregada doméstica, entre outras profissões.

Neste grupo fechado, onde só fazem parte mulheres, vários temas são tratados, desde relacionamentos, amor próprio, relatos de vida de mulheres que estão num relacionamento abusivo e que pedem apoio para sair deste “buraco”, entre outros temas.

Saindo das redes sociais, o grupo renuiu-se pela primeira vez, no passado dia 24, no Auditório Nacional, na cidade da Praia para debater temas como “Ser ou não ser mãe eis a questão”, “Auto estima e amor-próprio” e testemunho de caso de superação.

Para Mónica Coelho, este primeiro encontro serviu para demonstrar que as “queens” (rainhas – em português) estão engajadas nesta causa nobre que é livrar as mulheres de viverem uma vida com medo, com violência e com opressão.

“Este movimento é forte e serve para alertar as mulheres para saberem que não têm que estar num relacionamento abusivo, mas sim que podem estar aonde querem e que podem ser felizes num relacionamento saudável e não abusivo”, frisou.

Apesar de o grupo ter apenas um mês, esta activista social acredita que tem conseguido atingir o seu objectivo que é levar a informação para todas as mulheres para estarem em alerta e cientes de todos os sinais.

Segundo disse, muitas mulheres não sabem que estão num relacionamento abusivo, outras sabem, mas têm medo de denunciar, por isso alerta essas mulheres para estarem cientes a alguns sinais, principalmente a violência psicológica.

“Fiquem cientes quando ele tenta controlar o seu telemóvel, controla a sua entrada e saída, fala mal dos seus amigos e familiares para poder isolar-te e para que fiquem apenas os dois, humilha-te, diminui-te, chama-te de apelidos pejorativos, tudo isso são sinais de que temos que entrar em alerta para podermos acordar”, apontou.

A mesma fonte reconheceu que não é fácil sair de um relacionamento abusivo, entretanto, apela às mulheres para quebrarem o silêncio, buscarem informação e apoio, porque só a partir do momento que estão informados e com conhecimento da causa é que podem libertar a sua pessoa desse relacionamento.

Para as que estão no início de um relacionamento abusivo, incentiva-as a impor limites logo no primeiro sinal antes que isto as leve para o abismo.

Mónica Coelho aproveitou ainda para dizer às mulheres de que é possível viver um relacionamento saudável, longe de um manipulador e abusador.

“Temos de estar atentas. Isso que é o principal foco do movimento Wake up Queens, para estarmos atentas e ver que existe relacionamento que é capaz de matar-nos, se não é de uma forma é de outra, isto é, fisicamente ou emocionalmente”, frisou.

Através deste movimento, continuou, quer empoderar as mulheres de todas as formas, através de informação e formação na área de empreendedorismo, empoderando a sua auto estima com amor-próprio.

Esta jovem que participou no mês de Abril num fórum em New York, trouxe um desafio consigo que é de alcançar o Objectivo do Desenvolvimento Sustentável número 05 “Igualdade de género”, que tem como outros itens “acabar com todas as formas de violência contra meninas e mulheres”.

“Se existe empatia, força, boas energias, boas práticas e solidariedade entre mulheres, é possível sim erradicar toda a forma de violência contra as mulheres”, sublinhou.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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