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MNE português telefonou a homólogo de Cabo Verde a manifestar pesar pela morte de estudante

Lisboa, 07 Jan Inforpress) – O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português telefonou segundafeira ao homólogo de Cabo Verde e ao embaixador deste país em Lisboa para apresentar “um voto de pesar e de repulsa” pela morte do estudante cabo-verdiano em Bragança.

De acordo com uma nota publicada na página da Embaixada de Cabo Verde em Portugal na rede social Facebook, Augusto Santos Silva “telefonou ao seu homólogo cabo-verdiano, Luís Filipe Tavares, e ao embaixador de Cabo Verde em Portugal, para apresentar o seu voto de pesar e de repulsa pelo ato bárbaro praticado e que conduziu à morte do jovem estudante cabo-verdiano”.

Em 21 de Dezembro de 2019, o estudante cabo-verdiano do Instituto Politécnico de Bragança Luís Giovani dos Santos Rodrigues terá sido agredido por vários homens à saída de uma discoteca da cidade.
Transportado para o Hospital de Santo António, no Porto, o estudante de 21 anos acabou por morrer em 31 de Dezembro.

O comunicado da Embaixada de Cabo Verde em Lisboa refere também que “este não é um momento apropriado para se desferir ataques a instituições e sistemas”, mas de “repúdio da violência e gratuitidade de um ato praticado por pessoas concretas”.

Segundo a nota, Augusto Santos Silva disse também ao homólogo de Cabo Verde e ao embaixador que “a comunidade cabo-verdiana em geral e a comunidade estudantil em particular são queridas e bem-vindas a Portugal”.

A representação diplomática de Cabo Verde em Lisboa acrescenta que “tem feito o que pode” para garantir o “apoio necessário” aos familiares do estudante cabo-verdiano, comprometendo-se, por isso, a “assumir os encargos com a contratação de um advogado especialista em direito criminal”, para que os pais de Luís Giovani “se constituam como assistentes no processo penal”.

Em declarações na sgunda-feira aos jornalistas no Palácio da Ajuda, em Lisboa, o director da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, garantiu o empenhamento na descoberta dos “autores das agressões”, apesar de estar a investigar o crime “há muito poucos dias”.

O jornal Público revela hoje que a PJ aponta para “um motivo fútil” e afasta a tese de ódio racial associada à morte do estudante cabo-verdiano, nomeadamente nas redes sociais.

O diário indica também que “a autópsia foi inconclusiva, não esclarecendo se a morte foi provocada pela agressão ou pela queda” na rua, onde o jovem foi encontrado inanimado.

O caso chegou às autoridades de Bragança como um possível alcoolizado caído na rua sem menção a agressões ou ferimentos, disse hoje à Lusa o 2.º comandante dos bombeiros de Bragança, Carlos Martins.

Só depois de chegar ao local e avaliar a vítima é que a equipa de emergência descobriu um ferimento na cabeça e “verificou que se tratava de um possível traumatismo craniano”, indicou.

Inforpress/Lusa/Fim

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