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MNE britânico pede a EUA e UE para irem “mais longe” nas sanções contra a Rússia

Washington, 21 Ago (Inforpress) – O novo chefe da diplomacia britânica, Jeremy Hunt, apelou hoje em Washington para que os Estados Unidos e os países europeus vão “mais longe” contra a Rússia, pedindo sanções mais severas pela União Europeia.

A atitude russa, “agressiva e mal-intencionada”, “prejudica a ordem internacional que deveria” proteger os países, denunciou Hunt no seu primeiro discurso de política externa desde a nomeação, em Julho.

O envenenamento de um ex-espião russo, Sergei Skripal em Março, em Inglaterra, imputado por Londres às autoridades russas, envolveu os dois países numa grave crise diplomática.

Jeremy Hunt saudou a “resposta forte e unitária” das capitais ocidentais, que expulsaram um elevado número de diplomatas russos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico salientou ainda que os Estados Unidos “tinham ido mais longe” ao anunciarem sanções económicas associadas ao caso Skripal, que se juntaram às medidas punitivas já impostas aquando da anexação da Crimeia pelos russos ou a interferência de Moscovo nas eleições americanas.

“Hoje, o Reino Unido pede aos seus aliados para irem mais longe no apelo à União Europeia para garantir que as sanções contra Rússia sejam exaustivas e que nos unamos de perto com os Estados Unidos”, acrescentou.

Hunt lamentou ainda que os europeus não adoptem “medidas muito, muito mais fortes”, e que as principais sanções consequentes de “um ataque em solo europeu” tenham sido impostas “pelos EUA e não pela Europa”.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, reagiu de forma irónica, dizendo que o “seu colega britânico” tem “uma auto-estima bastante elevada”.

“Um país que abandona a União Europeia, com o Brexit, pretende ditar a política externa dessa mesma União Europeia”, afirmou Lavrov citado a agência russa Ria Novosti.

“Além disso, Londres pretende ditar a política externa de Washington quanto à Rússia”, tentando “convencer Donald Trump a reforçar as sanções”, acrescentou.

As declarações foram preferidas na véspera do encontro entre Jeremy Hunt e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

Inforpress/Lusa

Fim

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