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MNE anuncia para o primeiro trimestre de 2020 a reunião da comissão mista Cabo Verde e Marrocos (c/video)

Cidade da Praia, 18 Nov (Inforpress) – A comissão mista Cabo Verde e Marrocos realiza-se no primeiro trimestre de 2020, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Luís Filipe Tavares, que, recentemente, esteve nesse país do norte de África.

“Abordei com o meu homólogo marroquino novas áreas de cooperação, nomeadamente no sector da agricultura, ordenamento do território, a educação e o ensino superior”, disse o chefe da diplomacia cabo-verdiana, adiantando que ficou acordo que, a partir de 2020, Marrocos vai disponibilizar mais 25 bolsas de estudos para estudantes cabo-verdianos, totalizando 50.

Luís Filipe Tavares fez essas declarações à imprensa à margem do acto de abertura da jornada comemorativa do Dia Africano da Estatística, que ele presidiu na cidade da Praia.

Com o seu homólogo de Marrocos, de acordo com as suas palavras, discutiu a possibilidade de isenção de vistos para passaportes diplomático e de serviço, porque disse, os cabo-verdianos têm enfrentado algumas dificuldades quando passam pelo aeroporto de Casablanca para outros destinos.

“Falámos também da necessidade de reforçarmos o diálogo político entre os dois países”, indicou Luís Filipe Tavares, lembrando que em 2007 Cabo Verde suspendeu o reconhecimento da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), porque, afirmou, o país entende que o quadro “mais adequado para a resolução deste diferendo territorial devem ser as Nações Unidas”.

Segundo ele, em relação a RASD, o arquipélago defende o plano de autonomia apresentado por Marrocos, um “plano realista e que vai ao encontro dos interesses das partes”.

Relativamente à situação dos estudantes cabo-verdianos na Bolívia, avançou que o Governo tem acompanhado com “muita responsabilidade” e que as autoridades nacionais têm mantido contactos com a embaixada de Cabo Verde em Brasília que, por sua vez, está a trabalhar com a missão diplomática do Brasil em La Paz, assim como com o consulado geral em Cochabamba para protecção consular aos que dela necessitem.

“Neste momento, temos cerca de 80 estudantes na Bolívia e vamos acompanhando a situação que, segundo informações de que dispomos, tende a melhorar significativamente”,  realçou o chefe da diplomacia cabo-verdiana, apelando à calma  aos cabo-verdianos naquele país da parte central da América do Sul, assim como aos seus familiares em Cabo Verde.

No que diz respeito ao caso da jovem cabo-verdiana em Portugal, Sara Furtado, uma sem abrigo presa por ter colocado o bebé num caixote de lixo depois do parto, garantiu que o país está a acompanhar a situação, destacando o trabalho da embaixada de Cabo Verde em Lisboa neste processo.

“Acreditamos nas autoridades portuguesas. Portugal, à semelhança de Cabo Verde, é um Estado de Direito Democrático e vamos deixar a justiça funcionar tranquilamente”, concluiu o ministro.

 

LC/ZS

Inforpress/Fim

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