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Missões médicas especializadas permitirão ao Estado poupar “mais de 30 mil contos” – responsável HAN

Missões médicas especializadas permitirão ao Estado poupar “mais de 30 mil contos” e reduzir transferências de doentes – responsável HAN

Cidade da Praia, 22 Out (Inforpress) – O presidente do conselho de administração do Hospital Agostinho Neto (HAN) avançou hoje que o reforço das missões médicas especializadas permitirá ao Estado poupar “mais de 30 mil contos” e reduzir as transferências de doentes para o exterior.

Imadoeno Cabral avançou estas informações durante uma conferência de imprensa realizada hoje, na Cidade da Praia, para fazer o balanço das missões médicas especializadas a serem realizadas entre os meses de Outubro e Novembro.

Segundo este responsável, tendo em conta o contexto da covid-19 e as restrições sanitárias, a administração do hospital central sentiu a necessidade de apostar na mobilização de meios humanos, reforço de parcerias e implementação de medidas “inovadores” e “assertivas” com impactos visíveis na saúde da população.

“Percebemos também que a pandemia da covid-19 teve impacto negativo na procura e na oferta de serviços de saúde, quer a nível do país, quer a nível do exterior e dentro das possibilidades e capacidades do Hospital Agostinho Neto, percebemos também a necessidade de transformar o desafio da covid-19 em oportunidades na busca de soluções nas respostas internas”, asseverou.

O HAN, em parceria com os hospitais de Portugal e da Áustria, no decurso dos meses de Outubro e Novembro, informou, pretende focar nas missões médicas especializadas ao invés de transferir os doentes para o exterior, ou seja, trazer a Cabo Verde médicos estrangeiros para atender os pacientes que estão na lista de espera para tratamento no exterior.

No entender do responsável, esta é uma oportunidade de melhorar o acesso aos cuidados de saúde especializados, mas também uma medida de eficiência de longo alcance quer para o sector da saúde, economia e as famílias.

“De entre as missões médicas, gostaríamos de informar que realizamos a primeira missão com o Hospital Dona Estefânia de Portugal, que aconteceu de 03 a 09 deste mês em que foi possível atender 36 pacientes, as crianças sendo 13 desses pacientes foram feitas intervenções cirúrgicas e 23 consultas sendo que a maioria dessas crianças se encontravam na lista de espera para evacuação”, informou.

O HAN, segundo a mesma fonte, retomou igualmente a parceria com o hospital do Porto (Portugal) para a realização de cirurgias vascular e a confecção de fístulas artériovenosas de 18 a 22 de Outubro, informando que a cooperação com Portugal está direccionada para os doentes de cirurgia vascular e doentes renais.

Imadoeno Cabral precisou ainda que neste momento já realizou mais de 30 intervenções, salientando que é a primeira vez que Cabo Verde realizou uma intervenção cirúrgica de revascularização de membros inferiores.

Informou, por outro lado, que as próximas missões serão realizadas nas áreas de oncologia, destacando que estas acções são consideradas “uma verdadeira inovação e excelência”, com foco na melhoria das respostas internas e uma “medida importante” que se traduzirá numa redução de pendências para o exterior, beneficiando mais de duas centenas pacientes.

Realçou que as missões médicas especializadas irão reduzir a lista de espera de transferência dos doentes para o exterior, mas que havendo necessidade poderá ser feita a transferência dos mesmos, tendo ressalvando que o objectivo é HAN conseguir, dentro das suas capacidades em recursos, dar respostas para haver cada vez menos saída de doentes para o exterior.

“São medidas para continuar, nós identificamos prioritariamente os meses de Outubro e Novembro teremos mais missões ainda no decurso deste ano. Temos recursos humanos para apoiar, sobretudo médicos e enfermeiros, também exames diagnósticos disponíveis e também recursos para as intervenções cirúrgicas disponíveis”, afiançou.

As missões médicas especializadas abrangem as áreas orto traumatologia, urologia pediátrica, cirurgia vascular e confecção das fístulas arteriovenosas e neuro pediatria.

CM/AA

Inforpress/Fim

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