Missão do FMI realça a necessidade de reforçar as políticas sociais com Cabo Verde

Cidade da Praia, 08 Nov. (Inforpress) – O novo chefe de Missão do Fundo Monetário Internacional para Cabo Verde, Justin Tyson, reuniu-se hoje com o ministro da Família, e vincou a possibilidade de continuar a trabalhar com Cabo Verde no sentido de reforçar os programas existentes.

Neste encontro, Fernando Elísio Freire demonstrou à missão do FMI a pertinência e a necessidade de continuar a postar nas políticas sociais em execução em Cabo Verde, no sentido de incluir a todos, nesta aposta que exige recursos, manter um equilíbrio social considerado extremamente importante, neste momento difícil que se vive no mundo, face às várias crises.

O governante afiançou à imprensa que foi demonstrada à missão do FMI a necessidade de o arquipélago continuar a reforçar a política de solidariedade e inclusão, enquanto “um país referenciado como um bom parceiro, por ser credível, com uma boa governança, e transparente na utilização de recursos públicos e que utiliza bem o recurso dos cabo-verdianos”.

Fernando Elísio Freire disse inda que foi demonstrado o porquê de preservar o rendimento social de inclusão a cinco mil família, regulamentar e criar condições com fundo de apoio às vítimas de Violência Baseada no Género, como recurso importante para o empoderamento das raparigas e mulheres, da necessidade de universalização do pré-escolar e de creches com recursos dos cabo-verdianos e da comunidade internacional.

“O FMI percebeu perfeitamente que no quadro orçamental é necessário continuarmos com estas despesas, fundamentais, porque cerca de 45 por cento (%) do Orçamento do Estado está no pilar social, ou seja, no combate à pobreza, na saúde, na educação, na reabilitação de habitação, investimentos para um Cabo Verde mais inclusivo que garanta igualdade de oportunidades para todos”, referiu.

Considerando que o Governo está consciente na criação de sustentabilidade, Freire avançou que a implementação do Fundo + permite arrecadar cerca de 140 mil contos no primeiro ano, ao permitir o aumento da taxa turística em 50 cêntimos para financiar programas de combater à pobreza de entre outras medidas para garantir uma certa solidariedade entre todos.

O Fundo +, explicou, será utilizado para o rendimento social de inclusão, a ser utilizado para a universalização de creches e do pré-escolar, de modo que todas as crianças e estudantes em Cabo Verde estejam no sistema de ensino, de uma forma gratuita até ao 12º ano.

Para o ministro do Estado, da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, o executivo está a trabalhar a retoma do turismo em força, com a transição digital, economia azul, de forma a reforçar, cada vez mais, as políticas sociais.

SR/JMV
Inforpress/Fim

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