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Mirri Lobo considera que é uma “obrigação” a classificação do crioulo como Património Nacional

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O artista salense, Mirri Lobo disse hoje que a língua crioula é o suporte da tradição cultural e musical e a identidade do povo cabo-verdiano, por isso, a sua classifica a Património Imaterial Nacional “é quase que uma obrigação”.

O artista que ao longo da sua carreira vem interpretando músicas em crioulo, mais uma vez, no seu novo álbum, intitulado “Salgadim”, que está no mercado desde 15 de Fevereiro, decidiu continuar na mesma senda, usando as variantes da ilha do Sal, Santiago e São Vicente.

Este novo álbum, segundo disse o artista, em declarações à Inforpress, é um contributo para a cultura nacional e em particular para a música crioula.

Para o artista, a cultura, e em particular a música, são os elementos que afirmam e resgatam a identidade do povo cabo-verdiano no país e na diáspora e é com este foco que continua a apostar na língua crioulo nos seus trabalhos.

Instado a falar sobre a intenção do Governo em classificar o crioulo como património Nacional, Mirri Lobo disse que muito se tem falado do crioulo e particularmente da sua oficialização, mas, no entanto, não tem tido avanços neste sentido.

“Penso que não tem havido avanços nesta matéria, provavelmente por não se ter até agora chegado a um consenso no que concerne aos métodos a serem utilizados. A língua crioula é o suporte da nossa tradição cultural e musical, é a nossa identidade, falamos, cantamos, sonhamos em crioulo logo, classifica-la como Património Imaterial Nacional é quase que uma obrigação”, considerou.

Ainda, em relação a este novo álbum “Salgadim”, disse que este tem tudo a ver com a identidade dos naturais do Sal e que a ideia foi fazer uma homenagem a esta ilha e em particular a Pedra de Lume.

“A homenagem inicialmente resumia-se ao nível gráfico da capa, onde utilizei elementos tais como uma imagem de fundo com o padrão do saco de serapilheira, uma imagem estilizada simbolizando cristais de Sal, uma imagem imitando um carimbo de marcação dos sacos, e imagens antigas diversas das salinas de Pedra de Lume dos tempos áureos, ilustrando o booklet”, informou.

O álbum, composto por 12 faixas musicais, é cantado em crioulo e contém ritmos desde coladeira, morna, funaná, até bolero, samba e funk .

Apesar de não assumir como compositor, neste trabalho as melodias de três dos temas foram compostas pelo artista em parceria com Djim Job e Kim Alves.

Mirri Lobo afirmou que teve o privilégio de cantar compositores como Betú, Constantino Cardoso, Kim Alves e Dani Santoz.

Mas “o maior prazer”, continuou, foi cantar os compositores mais jovens e menos conhecidos como Cláudio Brito (Kau), Clovis Davero, José Pedro Mariano, Nani Carvalho, Jotacê e Ary Duarte.

Em termos de concertos de promoção do álbum, Mirri Lobo avançou à Inforpress que tem agendado já para os dias 1, 2 e 3 de Março quatro show-cases em Portugal, nas Fnacs de Lisboa, nomeadamente no Vasco da Gama, Alfragide e Dolce Vita.

O primeiro concerto ao vivo será no dia 01 de Junho em Lisboa, mas antes disso, tem programado para o dia 10, 11 e 18 de Maio concertos de apresentação do álbum na ilha do Sal, São Vicente e na Cidade da Praia.

AM/FP

Inforpress/Fim

 

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