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Ministro garante que investigação criminal sobre morte do agente Hamilton segue “trâmites normais”

Cidade da Praia, 12 Mar (Inforpress) – O ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, garantiu hoje que a investigação criminal, sobre o caso do agente Hamilton Morais, morto em diligência em Outubro de 2019, está a seguir os seus trâmites normais.

“O caso do agente Hamilton foi um facto que decorreu fora da instituição, na via pública, houve uma intervenção rápida da Polícia Judiciária e do Ministério Público, há um inquérito criminal em curso, há um suspeito detido”, disse, adiantando que este é casos que não está ser investigada pela Policia Nacional.

“A Polícia Nacional não faz inquérito sobre esta questão em particular. As instituições judiciárias actuaram, há detidos e medidas em curso e nós não vamos investigar aquilo que está ser investigado a um outro nível”, acrescentou.

O agente Hamilton Morais foi morto no dia 29 de Outubro de 2019, após uma troca de tiros ocorrido durante uma diligência, para a intervenção junto de dois indivíduos que se encontravam armados e em situação muito suspeita na zona de Tira Chapéu, na cidade da Praia.

No dia 23 de Novembro um agente da Polícia Nacional, de 37 anos, foi detido pela Polícia Judiciária, como suspeito da autoria material do assassinato de Hamilton Morais, isto depois do director nacional da PN, Emanuel Estaline Moreno ter declaro que a morte do agente foi acidental.

Entretanto, no seu discurso, o ministro Administração Interna referenciou esse caso como um acontecimento que deve obrigar a um reflexão sobre a actuação policial e o papel que cada um tem, sobre aquilo que é necessário corrigir e sobre as responsabilidades que impendem sobre cada chefia, e também sobre as consequências.

“A responsabilidade deve ser assumida. É sempre das chefias. Costuma-se dizer que para o bem e para o mal. A idoneidade é um activo da PN. Temos o dever, assumimos o compromisso quando juramos solenemente, de preservá-la, temos de estar a altura de salvaguardá-la”, observou.

O governante acrescentou ainda que uma instituição de quase 150 anos e com um corpo de perto de 2.000 funcionário, que representa a autoridade do Estado não pode tolerar que a sua imagem seja posta em causa permanentemente.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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