Ministro garante que Governo vai disponibilizar meios para cobertura nacional das eleições autárquicas

Cidade da Praia, 03 Jul (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, garantiu hoje que o Governo vai disponibilizar meios para que a cobertura das eleições autárquicas, através da comunicação social, seja possível e chegue a todos os cabo-verdianos.

O governante, que esteve reunido com a presidente da Comissão Nacional das Eleições (CNE) para falar sobre o financiamento destinado aos órgãos da comunicação social para a cobertura das eleições autárquicas, a ter lugar em Outubro, adiantou, na sua declaração à imprensa, que tal decisão acontecerá com base numa redefinição dos contratos entre as partes.

Abraão Vicente, que admitiu tratar-se de uma reunião de “clarificação” dos papéis da necessidade do reforço de financiamento dos órgãos da comunicação social em tempos de campanha, observou ainda que o Estado vai analisar como fazer esse reforço e em que proporção irá fazê-lo.

O governante que tutela a Comunicação Social realçou ainda que a reunião serviu para clarificar a ideia de quem deve ministrar o financiamento, a Comissão Nacional de Eleições ou através do reforço directo aos órgãos da comunicação social.

Defendeu ainda “alguma liderança” nesse processo, para impedir que as eleições e as informações do Estado sejam “taxadas” pelos órgãos de informação, que é financiada pelo imposto dos contribuintes cabo-verdianos.

Abraão Vicente informou ainda que o financiamento para a cobertura, que deverá ser feita a nível nacional, não é destinado para reequipamento dos canais de informação.

A presidente da CNE, Maria do Rosário Pereira, por seu lado, que manifestou “satisfação” por o Governo ter recebido de “bom agrado” as preocupações da instituição, afiançou que “é fundamental o financiamento” aos órgãos da comunicação social “pelo impacto” que estes têm na cobertura jornalística das eleições.

“Ficou assente que a questão do reforço do financiamento será equacionada pelo Governo para os órgãos da comunicação social público e privado, assim como o reforço que será reflectido no orçamento dos órgãos para que possam ter autonomia na gestão dos fundos”, completou.

A autonomia, segundo explicou, vai ser sinónimo também de prestação de contas da gestão do financiamento à CNE para que este venha a reflectir nas contas eleitorais.

“A prestação de contas dos órgãos da comunicação social será feita com as mesmas regras e prazos aplicados pela CNE para as candidaturas”, afirmou Maria do Rosário Pereira.

PC/AA

Inforpress/Fim

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