Ministro do Mar reconhece necessidade de uma maior presença do Governo na ilha Brava

Cidade da Praia, 07 Mai (Inforpress) – O ministro do Mar, Abraão Vicente, reconheceu hoje a necessidade de uma maior presença do Governo na Brava e prometeu maior atenção aos pescadores da ilha, que, afirma, estão interessados em desenvolver uma pesca sustentável.

Falando aos jornalistas no final de uma visita de dois ilhas à ilha da Brava, Abraão Vicente disse que as revindicações da população são as básicas de todas as outras localidades piscatórias, e cuja resolução tem de ser muito pensada, para evitar que as mesmas sejam de pouca dura.

“Há falta de arrastadores, há falta de infra-estruturas de gelo, há falta de infra-estruturas de frio, uma deficiente oferta no mercado de materiais de pescas tanto para concerto de motores como outras materiais de auxílio à pesca. Portanto, é preciso pensar a pesca, é preciso pensar o sector”, disse.

“A visita à Brava deu para perceber que é uma ilha pequena com uma forte tradição, com pescadores que têm uma forte consciência ambiental e que desejam que a pesca na ilha seja sustentável e é preciso criar um maior envolvimento entre a instituição nacional Direcção-geral das Pescas e Aquacultura e as comunidades”, realçou.

O governante, que falava aos jornalistas depois de ter visitado a localidade de Fajã, uma zona fustigada pela emigração, e que neste momento tem uma comunidade piscatória reduzida, mas muito apegada à actividade do mar e que não pode ficar abandona.

“Tem cerca de seis botes e12 pescadores. É uma comunidade muito pequena. Isto quer dizer também que o rácio de custos benefícios dos investimentos deve ser ponderado, mais também pode ser uma factor que pode alavancar a vinda para Fajã de outros pescadores, casos as infra-estrutruras sejam positivas e boas”, disse.

O ministro do Mar quer dar uma maior atenção aos pescadores, no sentido de ouvir as suas experiências de longos anos e a partir dessa experiência desenhar as políticas do mar e as políticas para o sector das pescas.

“Eu tenho estado sempre a dizer que Cabo Verde tem sido quase sempre um bom aluno no que toca a adesão às práticas internacionais, adesão aos protocolos internacionais. Ágora é preciso respeitar o nosso histórico e o histórico de quem de facto conhece o mar. É partir dos pescadores de Cabo Verde e quem está no mar é que nós devemos as políticas desenhadas para as pescas”, argumentou.

E para resolver os problemas das comunidades piscatórias defendeu que é o Estado tem de pensar em apoiar uma logística nacional com capacidade de fornecer os equipamentos e os materiais a todas as localidades.

“Não digo uma logística nacionalizada, mas uma logística nacional, com incentivos claros para que as empresas que fornecem o mercado tenham uma maior capacidade de fornecerem as localidades e tendo em conta as exigências locais do sector das pescas”, sublinhou.

Durante a sua visita de dois na ilha da Brava, Abraão Vicente reuniu-se com a edilidade local e com associação de pescadores e peixeiras, durante o qual apresentou a linha de crédito de apoio à pesca semi-industrial e visitou as infra-estruturas de apoio à pesca.

MJB/JMV
Inforpress/fim

 

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