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Ministro diz que sistema educativo cabo-verdiano tem que ensinar cidadãos a gostar e a comprar livros

Cidade da Praia, 26 Out (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Industrias Criativas, Abraão Vicente, defendeu que o sistema educativo cabo-verdiano tem que ser um sistema que ensina os cidadãos a gostar e a comprar livros, tendo essa responsabilidade a estrutura familiar.

Abraão Vicente fez esta constatação à imprensa à margem da abertura da 3ª edição da Morabeza – Festa do Livro, que aconteceu na Biblioteca Nacional.

Segundo disse, a literatura “não se impõe às pessoas” e é preciso que o sistema educativo crie essa tendência, apontando essa responsabilidade às famílias, que no seu entender “devem ter livros em casa a incentivar os hábitos da leitura”.

“A verdade é que ainda se lê pouco e se compra pouco em Cabo Verde”, referiu, salientando que a Biblioteca Nacional tem uma infinidade de livros que anualmente sequer são mexidos.

“Portanto, temos que questionar o próprio sistema educativo cabo-verdiano e a própria mentalidade dos cabo-verdianos. É preciso ler mais, não só livros técnicos, mas de literatura e ficção”, sustentou.

Instado sobre os preços dos livros em Cabo Verde, o governante explicou que o valor que se paga no país é o “preço da insularidade”, ou seja, apesar de o arquipélago estar perto do próprio continente, “continua longe”, assim como “a três horas e meia de Portugal, continuamos longe”.

Nesta linha, defendeu a necessidade de se ter um mercado editorial em Cabo Verde, uma plataforma de impressão no arquipélago, em que autores internacionais podem imprimir e ter livros aqui.

“Estamos numa negociação ao fundo com o Ministério das Finanças no sentido de haver um grande incentivo, que tem a ver com a isenção total de importação de bens ligados, não só à produção de obras literárias, como a própria distribuição”, realçou.

Relativamente à Morabeza – Festa do Livro para os próximos anos, o ministro informou que há pelo menos duas propostas de câmaras municipais de Santo Antão, que se mostraram disponíveis a receber o certame, mas tal como no Fogo, assumiu, o objectivo é que sempre quando uma feira “se desloque a uma ilha, se estenda a todos os municípios”.

Conforme indicou, a organização está com uma tendência para levar o evento a São Nicolau, entretanto é um processo em que se está a estudar “os pós e os contra” para a sua materialização.

A III edição da Morabeza-Festa de livro continua hoje, na Cidade da Praia, com a apresentação da coletânea de três livros “Direitos Humanos, Ambiente e diversidade” escrita ao vivo com Ondjaki entre outras actividades.

HR/AA

Inforpress/Fim

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