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Ministro diz que recursos humanos no sector da saúde cresceram 17% em Cabo Verde 

Cidade da Praia, 16 Nov (Inforpress) – O ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, afirmou hoje que os recursos humanos no sector no País cresceram 17 por cento (%) em relação ao ano de 2017, apesar de admitir “desafios importantes”.

“O caminho é longo, mas já percorremos alguns, desde a independência, mesmo comparativamente aos rácios considerados necessários para a cobertura universal da saúde, e até para se atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável temos uma caminhada importante a fazer para chegar aos valores”, declarou Arlindo do Rosário à imprensa, após a cerimónia de abertura do ateliê de elaboração das Contas Nacionais dos Recursos Humanos da Saúde.

Neste particular, o governante considerou “extraordinário” que um país como Cabo Verde, que ainda “tem défice humano”, conseguiu “indicadores de excelência” de um país de desenvolvimento avançado e com capacidade de resiliência importante e respostas assertivas aos problemas que têm deparado, nomeadamente, com a pandemia.

Por esta razão, defendeu que o seminário vai contribuir para maior qualidade e melhorias na conta de gestão de um dos “pilares fundamentais” do Ministério da Saúde.

“O ateliê é o pilar dos recursos humanos e permitirá que os formandos possam adquirir ferramentas necessárias para um trabalho de maior qualidade a nível das estruturas de saúde no País”, indicou.

Questionado sobre o impacto da pandemia na conta dos recursos humanos do Ministério da Saúde, Arlindo do Rosário apontou que neste particular o ministério “soube aproveitar o desafio” colocado pela pandemia, a ponto de o “transformar em oportunidade”.

“A grande oportunidade foi o reforço substancial dos recursos humanos, pois, mais de 500 novos profissionais foram recrutados no âmbito da luta contra a covid-19 e estão a trabalhar ainda no terreno”, disse, afirmando que a situação serviu ainda para melhorar a questão da gestão sanitária.

Conforme referiu, com a situação, todos os cabo-verdianos, nos dias de hoje, podem ter acesso a dados fiáveis a tempo e hora sobre a evolução da situação da pandemia, que também ajudou a melhorar e a responder a outros desafios na área da saúde.

Em relação às contas nacionais para recursos humanos, sublinhou que a pandemia ajudou numa “promoção positiva”, não só em “maior investimento” a nível de equipamentos de laboratórios, como também médico/hospitalares.

A directora da Direcção-geral do Planeamento, Orçamento e Gestão, Rosário Correia, enalteceu a oportunidade de, durante três dias, poder partilhar este momento com os colegas, quando se referia aos objectivos deste seminário no diagnóstico da capacidade e dinâmica da força de trabalho em saúde, bem como a partilhar dados “actualizados e confiáveis, indicadores e contas”.

O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, Daniel Kertesz, por seu lado, realçou o benefício que os quadros do Ministério da Saúde terão em aprender com experts da organização nesta matéria.

“Vai permitir uma compreensão da metodologia e dos requisitos para a implementação das contas nacionais dos recursos humanos em saúde em Cabo Verde”, disse, sustentando que o apoio da OMS ao seminário visa reforçar as capacidades técnicas para a criação no ministério de uma “massa crítica e experts”, para facilitar tomadas de decisões, baseadas em evidências, e a favor do desenvolvimento dos recursos humanos da saúde.

Segundo Daniel Kertesz, a implementação de contas nacionais de recursos humanos na saúde não só servirá para dar respostas ao problema de dados quanto a existência de profissionais em quantidade e qualidade, como também para apoiar a monitorização e desempenho das políticas e dos planos estratégicos dos recursos humanos com vista a alcançar uma cobertura universal da saúde.

A OMS e seus parceiros desenvolveram a Estratégia Global de Recursos Humanos em Saúde: Força de Trabalho 2030 (EGRHS 2030), a qual visa garantir uma força de trabalho em saúde adequada para atingir as metas da Cobertura Universal de Saúde (CUS) e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, exigindo o reforço dos dados, evidências e conhecimentos da Força de Trabalho em Saúde (FTS) em forma de registo periódico.

O objectivo é diagnosticar a capacidade e a dinâmica da força de trabalho em saúde, bem como partilhar dados actualizados e confiáveis, indicadores e contas sobre a força de trabalho em saúde entre os países.

PC/AA

Inforpress/Fim

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