Ministro de Estado diz que criação de uma “nova economia” só será possível com novas formas de estar no sector

Cidade da Praia, 15 Mar (Inforpress) – O ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, disse hoje que só será possível a criação de uma “nova economia” ou de um novo normal seguindo novas formas de estar, de pensar, de produzir e de consumir.

Fernando Elísio Freire, fez estas considerações durante o acto de abertura da webinar sobre o tema “consumo em tempos de pandemia: entre desperdício e sustentabilidade”, promovida pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), para assinalar o Dia Mundial do Consumidor.

“Nestes tempos de pandemia e de crise sanitária e económica, o futuro está cada vez mais incerto e mais entranhado num mundo de maior complexidade, pelo que somos obrigados a encarar o amanhã de forma diferente”, realçou, salientando que neste novo mundo, em que todos estão à procura de uma retoma segura, o consumo sustentável ganha uma importância acrescida.

Com a pandemia, em que os contactos diminuíram, as mudanças devem ser, segundo Fernando Elísio Freire, baseadas na tecnologia, pois salientou, a conectividade digital introduz ganhos de produtividade e de qualidade de vida e é um elemento base de desenvolvimento.

Por causa deste novo normal, observou, é preciso regular bem o mercado e criar todos os mecanismos de defesa do consumidor no que respeita à liberdade de escolha e protecção de dados essenciais.

Ainda referindo-se à tecnologia, o governante realçou que o País só poderá ser a ponte entre os continentes se for seguro e confiável, e com consumidores que requerem produtos cada vez mais sustentáveis a nível económico e ambiental.

Neste quadro, afirmou que Cabo Verde está a investir fortemente na expansão da rede electrónica dos serviços públicos, na informatização dos serviços essenciais do Governo, sobretudo, dos serviços finais e no desenvolvimento da prestação “on-line self-service’ através de ‘one stop shops’ virtuais, com vista a melhorar os custos de eficiência e de qualidade dos serviços.

Apesar disso, defendeu a necessidade de se melhorar os níveis de penetração da internet, diminuir os custos da banda larga e o analfabetismo digital.

“O Governo está a trabalhar numa Agenda Digital, com base numa nova visão nacional para a ‘banda larga’ e apostará no dividendo digital e nos complementos analógicos. Adoptaremos um plano nacional de cibersegurança e reforçaremos a segurança informática, tendo em conta a convenção africana sobre cibersegurança, a Directiva da CEDEAO sobre cibersegurança e as melhores práticas internacionais”, disse.

Para o presidente da Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), Isaías Barreto, vive-se hoje uma época conturbada, com muitas pessoas a perderem a vida devido à pandemia da covid-19, com profunda recessão económica a nível mundial e com diminuição em mais de 50 por cento (%) das importações devido à pandemia.

“Vivemos num contexto em que mais de 50% do planeta ficou em confinamento, em que os consumidores têm necessidade, cada vez mais, de um serviço de qualidade que lhes permita viver de forma tranquila”, indicou, sublinhado que o desafio da defesa dos legítimos interesses dos consumidores é reconhecido nesta época.

Perante esta declaração, afirmou que foi neste quadro que a ARME definiu debater no dia do consumidor e no quadro das competências da entidade reguladora, um consumo sustentável.

“Somos um país pequeno e de parcos recursos, pelo que é fundamental que façamos uma utilização optimizada dos parcos recursos existentes e um consumo sustentável”, reforçou, indicando que foi neste quadro que a instituição lançou, durante o mês de Março, uma campanha de promoção de consumo sustentável através da educação para o consumo no domínio da energia, da água, do gás, dos serviços de telecomunicações e outros.

Concluindo, asseverou que o consumo sustentável é de importância crucial para um país pequeno como Cabo Verde, particularmente, no quadro da pandemia.

Participaram ainda no debate online, o presidente da ADECO e o inspector-geral das actividades económicas.

PC/HF

Inforpress/Fim

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