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Ministro das Finanças garante que fundo soberano estará operacional ainda em 2020

Cidade da Praia, 22 Jan (Inforpress) – O processo de montagem do fundo soberano de 90 milhões de euros está em curso e o mesmo deve estar operacional ainda este ano, garantiu o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia.

“Estamos a trabalhar a todo vapor, todos os dias para começar a funcionar para que os grandes projectos estruturantes em Cabo Verde possam ter acesso a financiamento e possamos criar oportunidade de emprego em todo Cabo Verde, nos mais diversos sectores nomeadamente turismo, pesca, indústria, tecnologias, transportes marítimos, aéreos e fazer de Cabo Verde um país desenvolvido e de oportunidade”, disse.

O governante, que falava aos jornalistas no final de uma visita ao Centro de Emprego e Formação Profissional da Praia, lembrou que o fundo de garantia parcial de 10 milhões de dólares americanos, já está a funcionar.

“Só no ano passado investimos mais de um milhão de contos ao abrigo do ecossistema. Muita gente diz que não é nada, mas são 10 milhões de euros de financiamento que foi concedido ao abrigo do ecossistema. Várias empresas estão a investir, a aumentar o seu negócio ao abrigo do ecossistema”, disse.

Para o ano de 2020, adiantou que a intenção do Governo e de acordo com aquilo que está previsto no orçamento de Estado é de colocar à disposição dos empresários cabo-verdianos cinco milhões de contos que podem aceder através do crédito.

“São cinco vezes mais, mínimo, para que possamos criar as condições empresariais para que as empresas possam criar oportunidade de emprego para os jovens cabo-verdianos em todas as ilhas de Cabo Verde”, disse.

O fundo soberano é de 90 milhões de euros. Acrescidos dos 10 milhões de dólares do fundo de garantia parcial perfazem cerca de 100 milhões de euros, que podem ser alavancados cinco vezes mais, conforme perspectiva o ministro das Finanças.

“Podemos ter um fundo total de mais de 500 milhões de euros à disposição da economia cabo-verdiana. Um montante nunca visto em Cabo Verde. Mas o dinheiro que existe não é para ser dado. Quem tiver bons projectos, quiser criar valor, quer tiver projectos bancáveis deve recorrer ao banco e nós podemos entrar como entidade supletivamente para viabilizar o investimento”, explicou.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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