Ministro considera “normal” o desaceleramento do crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano

 

Cidade da Praia, 29 Set (Inforpress) – O ministro das Finanças considerou hoje “normal” o desaceleramento do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro  trimestre de 2017 divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Esta é uma tendência normal. Estamos com valor acumulado de 3.7 % (por cento) e com as medidas que iremos tomar, do ponto de vista do financiamento de fiscalidade, teremos as condições para que a economia cresça a um ritmo muito superior”, afirmou Olavo Correia, acrescentando que o Governo está a trabalhar para que isto seja uma realidade.

O ministro das Finanças fez estas declarações à margem da cerimónia de abertura da Conferência Internacional “Governance: contexto e desafios” a que presidiu, ao ser abordado pela imprensa sobre os dados apresentados pelo INE dando conta que no último trimestre se registou um desaceleramento do crescimento do PIB, assim como um aumento nas importações e quebras nas exportações.

Instado por que razão se registou um decrescimento do PIB, o governante disse que se trata de um valor entre três e quatro por cento e que se trata de um “valor expectável”.

“Penso que até ao fim do ano teremos condições para termos um valor superior”, indicou o ministro, adiantando que o executivo está a trabalhar para dispor de um “ecossistema melhor” para que a economia cresça a um nível muito superior em relação ao que e tem verificado até agora.

No seu discurso durante o início dos trabalhos da conferência internacional, Olavo Correia falou, amiúde, dos “grandes desafios” da educação e formação dos recursos humanos.

Perguntado se vai aumentar a dotação orçamental para o sector da educação no próximo Orçamento de Estado para 2018, respondeu: “O problema não tem a ver com a contabilidade. Isto é um falso problema em Cabo Verde. Tem a ver com a forma como os recursos são alocados e com os resultados obtidos e com a estratégia. Mais do que a contabilidade, o que está em causa é uma visão de como podemos ajustar o sistema educativo para dar respostas às necessidades do país e que currículas e perfis devemos ter para a nossa juventude”.

Na sua perspectiva, a educação é uma matéria do futuro para Cabo Verde, pelo que “merece o investimento não só do Estado, mas também das famílias e das instituições”.

“O desafio é fazer mais e melhor com menos e com o mesmo. O que hoje está em causa em Cabo Verde não é ter mais recursos. É procurar fazer mais, ser mais eficiente, ser mais racional, procurar mais resultados e ter uma melhor gestão da coisa pública”, precisou Olavo Correia.

Relativamente ao protocolo de cooperação que o seu ministério assinou hoje com o Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresarias (ISCEE), com vista à criação do Instituto Cabo-verdiano de Coorporate Governance (ICG), esclareceu que esta iniciativa tem a ver com a criação de um quadro para que o país possa “promover as melhores práticas de gestão, através do ensino, seminários, conferências”.

LC/CP

Inforpress/Fim

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