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Ministro destaca contributo das comunidades africanas no processo de desenvolvimento de Cabo Verde

Cidade da Praia, 23 Jul (Inforpress) – O ministro das Comunidades, Jorge Santos, destacou hoje o contributo que as comunidades africanas têm dado ao longo dos anos no processo de desenvolvimento de Cabo Verde nas diferentes áreas de intervenção social.

O governante fez estas declarações durante a sua intervenção na conversa aberta realizada com a Plataforma das Comunidades Africana em Cabo Verde, no Palácio do Governo, tendo realçado que o arquipélago tem que agradecer aos imigrantes oriundos dos diferentes países do continente que escolheram Cabo Verde para residir e trabalhar.

“É uma comunidade que tem vindo a dar a sua colaboração e que tem participado com todo o esforço no desenvolvimento nacional a vários níveis, seja na área da saúde, educação, criação de infra-estruturas económicas, comércio, entre outras. A vossa participação é notada e significante a nível do processo de desenvolvimento de Cabo Verde”, salientou.

Segundo o responsável, o objectivo do Governo de Cabo Verde é efectivamente criar condições para que haja uma boa integração das comunidades na sociedade cabo-verdiana, considerando ser fundamental que as pessoas que escolheram Cabo Verde para residir se sintam “felizes” e “bem acolhidas”.

Defendeu a necessidade de revisão da lei de nacionalidade, frisando que a problemática da imigração é uma responsabilidade do Governo através da implementação de políticas que promovam a reciprocidade que as propostas serão apresentadas em concertação com as comunidades africanas.

“Legislar sem base sociológica ou sem dialogar com as pessoas é tempo perdido, por isso queremos legislar, ouvindo as nossas comunidades e levando essas soluções para esta mesma lei que brevemente vai ao parlamento”, disse.

Apontou a construção para uma verdadeira política para a imigração como uma questão que carece de atenção, isto porque, salientou, os dados apontam que há mais pessoas a entrar em Cabo Verde do que a sair para a emigração.

“É preciso termos politicas para podermos alinhar os interesses e criar condições para o seu desenvolvimento”, realçou, lembrando que a Alta Autoridade para a Imigração tem a responsabilidade de executar directamente as politicas públicas nacionais atinentes às comunidades imigradas.

Por seu turno, o presidente da Plataforma das Comunidades Africana, José Viana, destacou a importância da conversa aberta, que ao seu ver mostra o interesse do Governo em estar mais próximo dos imigrantes oriundos do continente africano.

Lamentou o facto de muitos imigrantes residentes em Cabo Verde estarem há vários anos a enfrentar processos burocráticos no que se refere ao direito a cartão de residência, defendendo o forte engajamento de todos na resolução dos problemas que afectam as comunidades africanas.

A lei da nacionalidade, segundo disse, deve facilitar a mobilização dos imigrantes africanos e o acesso a vários serviços, frisando que a pandemia da covid-19 veio condicionar ainda mais a situação dos mesmos e que muitos perderam o seu emprego.

CM/JMV
Inforpress/Fim

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