Ministro da Saúde diz que o cultivo da responsabilidade individual é arma no combate ao VIH-SIDA

Cidade da Praia, 01 Dez (Inforpress) – O ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, disse hoje que o cultivo da responsabilidade individual e colectiva, aliada à solidariedade, são as armas no combate ao VIH-SIDA em Cabo Verde.

“As grandes crises sanitárias mundiais têm o condão de expor as vulnerabilidades dos países, não só do ponto de vista sanitário, mas também as desigualdades sociais, a pobreza e os riscos da exclusão”, indicou o governante, ajuntando que o VIH/SIDA tem provocado estigma e discriminação.

Para o governante, o País celebra mais um Dia Mundial de luta contra o SIDA sob o “sentimento misto de esperança e de preocupação”.

De esperança, justificou o ministro, porque o mundo tem vindo a dar “provas e passos significativos” rumo ao acesso universal da saúde, nomeadamente no caso da luta contra o VIH/SIDA, em que o número de novas infecções têm vindo a diminuir.

Segundo Arlindo do Rosário, há preocupação, porque depois de tantos anos, desde o início da pandemia o vírus do VIH/SIDA segue abrindo caminho entre as populações e o estigma e a discriminação “continuam a minar iniciativas que buscam residir a pandemia”.

“É preciso que continuemos todos a lutar para acabar com a violação aos direitos das pessoas que vivem com o VIH”, apelou, revelando que Cabo Verde está “muito bem colocado” no que tange à eliminação da transmissão do vírus da mãe para o filho.

Na perspectiva de Arlindo do Rosário, os ganhos obtidos na luta contra o HIV são ainda “frágeis”, pelo que exigem que se mantenha “forte compromisso político dos governos”.

“A melhoria do acesso à saúde em Cabo Verde é uma realidade”, acentuou o ministro, deixando transparecer que o Governo vai continuar a trabalhar nessa linha a favor das populações.

Arlindo do Rosário afirmou, por outro lado, que o Executivo entendeu que a crise económica motivada pela pandemia da covid-19 não devia ser uma razão para reduzir os investimentos na saúde.

O Governo, prosseguiu, elegeu a saúde como um dos “sectores prioritários”, porque sabe que qualquer efeito negativo no sector tem impacto na vida das pessoas.

Por seu turno, a representante do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde sublinhou que o Dia Mundial de luta contra a SIDA é um “lembrete da necessidade de manter o foco na pandemia global, apesar de ter surgido há mais de 40 anos”.

De acordo com Ana Graça, o VIH continua a ser uma “grande questão de saúde pública mundial” que, até agora, já ceifou cerca de 33 milhões de vidas.

“Estima-se que no final de 2019 existiam 38 milhões de pessoas vivendo com o VIH, sendo que mais de dois terços de todas as pessoas que vivem com o vírus estão na região da África subsariana”, admitiu a responsável da ONU em Cabo Verde, sublinhando que, em 2019, 68 por cento (%) dos adultos e 53% das crianças viviam com VIH recebiam a terapia antiretroviral por toda a vida.

Em Cabo Verde, a prevalência do VIH na população é de 0,6%, sendo as mulheres mais infectadas, com uma prevalência de 0,7%, segundo a secretária executiva do Comité de Coordenação do Combate à SIDA (CCS/SIDA).

Celina Ferreira anunciou, ainda, que na idade de 15 a 25 anos a prevalência é quase nula.

“No sexo feminino temos dois picos da infecção: 25-29 e 35-39 anos com prevalências de 1,9% e 1,2%, respectivamente”, referiu aquela responsável, destacando que nos homens o pico é de 1,4% na faixa etária de 35-39 anos.

Cabo Verde continua a diagnosticar uma média anual de 400 a 500 casos novos de VIH, com maior incidência nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Fogo.

LC/DR

Inforpress/Fim

 

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