Ministro da Economia preside abertura de mesa redonda sobre desenvolvimento do turismo na região Fogo/Brava

 

São Filipe, 26 Jun (Inforpress) – O ministro José Gonçalves preside hoje a abertura da mesa redonda “Desenvolvimento do turismo nas ilhas do Fogo e Brava”, evento patrocinado pelo Governo, e parcerias das câmaras municipais da região, Câmara de Turismo e ONG Cospe.

O fórum, que decorre em São Filipe, visa analisar com todos os envolvidos as propostas de soluções para o desenvolvimento futuro do turismo, sobretudo a nível das infra-estruturas, planeamento, requalificação e reabilitação urbanas, segurança, cuidados de saúde, energia, água e saneamento, educação e formação.

A realização da mesa redonda na ilha do Fogo, que veio na sequência de outras realizadas em outras ilhas, surgiu na sequência da constatação do Ministério da Economia de que Cabo Verde encontra-se num “momento crítico” de expansão do turismo, em que se colocam “enormes questionamentos” quanto ao tipo de turismo a escolher, bem como garantir a preservação do património construído e imaterial, a defesa e preservação da identidade nacional, a gestão dos fluxos migratórios internos e provenientes do exterior.

Segundo a nota justifica, “são muitos desafios” para que o país possa beneficiar de um turismo sustentável que prime sobretudo por um desenvolvimento equilibrado e inclusivo da sociedade cabo-verdiana, legando às gerações vindouras “um país próspero”, indicando que dada a transversalidade económica, social e ambiental do fenómeno turístico, este não poderá ser sustentável nem rentável sem a participação de todos, dai a necessidade da realização da mesa redonda.

Um dos objectivos principais da mesa redonda é auscultar e conhecer melhor as oportunidades e desafios que se impõem a cada um dos segmentos do turismo em Cabo Verde, num ambiente de diálogo aberto.

A ideia é contribuir com subsídios concretos para a elaboração do plano estratégico do desenvolvimento do turismo no horizonte 2030, e, com relação à ilha do Fogo, considera que a paisagem, como o vulcão, a cultura das suas gentes, a gastronomia (queijo, vinho e café – produtos certificados e de renome internacional) e património arquitectónico, histórico- cultural da cidade são potenciais turísticos ainda por explorar.

Em relação à ilha Brava, o documento refere que pela complementaridade histórica e relações privilegiadas com o Fogo, por um lado, e o facto ser conhecida por ser o jardim de Cabo Verde, por outro, oferece recursos naturais para segmentos de turismo de natureza bem como para turismo cultural.

Com a realização da mesa redonda pretende-se alcançar três grandes objectivos, como análise das oportunidades e os desafios no desenvolvimento do turismo rural e de natureza, cultural, urbano e patrimonial nas duas ilhas, identificação e propostas de medidas de melhorias nas respostas do sector público no desenvolvimento em toda a cadeia de valor desses segmentos de turismo, e identificar e propor medidas de melhoria do sector privado no desenvolvimento deste sector de actividade económica.

Como resultado, espera-se recolher “imputs” da real situação de desenvolvimento do turismo  e gizar medidas e soluções de natureza publica de forma mais sistematizada e melhor partilhada, definir um quadro das necessidades visando melhorar a intervenção publica para fazer face ao desenvolvimento do turismo, definir um quadro de compromisso entre os “stakeholders”, abarcando os desafios de desenvolvimento de curto e médio prazo do turismo na região, encontrar ponto de equilíbrio na relação do turismo com o meio ambiente e com o património histórico material e imaterial.

A mesa redonda, que decorre durante todo o dia nas instalações da Casa das Bandeiras, em São Filipe, é organizada em dois painéis, sendo que o primeiro versa sobre “turismo rural e de natureza nas ilhas do Fogo e Brava”, abrangendo subtemas como “turismo rural e ambiental valorizando o produto regional” e “cooperação internacional: novas sinergias e dinâmicas para promoção e desenvolvimento do turismo sustentável”.

O segundo painel é sobre “turismo histórico e cultural nas duas ilhas”, subdivididos em temas mais específicos como “os santos populares na promoção do turismo e desenvolvimento local”, “Brava, um produto turístico a descobrir”, “turismo cultural nas ilhas do Fogo e Brava”, e “a cultura e a sua importância para o turismo”.

Esta é a primeira mesa redonda sobre o turismo na ilha do Fogo que é realizado de forma descentralizada e só sobre esta problemática, nos últimos 30 anos.

JR/AA

Inforpress/Fim

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