Ministro da Cultura quer que o seu ministério seja auditado regularmente

 

Cidade da Praia, 24 Mai (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas quer que o seu ministério receba audição regularmente, porque diz nada ter a esconder e por querer perceber o “teor e a qualidade de gestão” de quem lá trabalha.

Abraão Vicente manifestou esse interesse em declarações à imprensa, na Cidade da Praia, no final do encontro com os administradores da Autoridade Reguladora de Aquisição Pública (ARAP), liderado pela presidente Carla Soares de Sousa, que foi apresentar os procedimentos da contratação pública.

“Foi um encontro de pouco tempo, mas de grande importância e demonstramos a nossa abertura, para já, para sermos auditados, regularmente, porque o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas não tem nada a esconder”, afirmou, lembrando que as auditorias, recentemente publicadas, mostram que “não tem sido prática o cumprimento total dos procedimentos na contratação pública”.

Referiu que é cada vez “mais importante” que quem tome as decisões conheça os procedimentos de contratação pública, das leis e das regras, no sentido de melhorar os actuações, visto que as leis estabelecem as metodologias, os montantes e sobre que critérios se deve adjudicar certos contratos.

Por sua vez, a presidente da ARAP explicou que autoridade está a implementar uma agenda de encontro com todos os intervenientes do sistema, que inclui os membros do Governo, no sentido de sensibilizar sobre o cumprimento normas, procedimentos e princípios de contratação pública.

Segundo Carla Soares de Sousa, só cumprindo com os procedimentos será possível a ARAP alcançar os objectivos traçados, nomeadamente de ter haver uma “melhor gestão da coisa pública”, assim como ter ética na condução dos procedimentos e evitar e prevenir a corrupção nessa matéria.

“Essa sensibilização é permitir que todos possam tomar as melhores decisões, porque quando a matéria é contratação pública, ela tem alguma implicância noutras áreas, por isso, é bom que haja precaução durante a formação de contratos para não haver consequências graves, muitas vezes, para o Estado”, sublinhou.

DR/AA

Inforpress/Fim

 

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