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Ministro da Cultura propõe organização dos grupos da tabanca para que estes possam ter rendimentos (c/áudio)

Assomada, 04 Jun (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas propôs hoje aos grupos de tabanca para se organizarem e para aproveitarem todas as mais-valias das comunidades para que possam ter rendimentos e se auto-sustentarem.

Abraão Vicente lançou este repto em declarações à imprensa, após presidir à abertura do fórum “Tabanca nós raiz: política de salvaguarda e novas perspectivas de valorização”, enquadrada nas actividades alusivas ao mês dos Museus, que teve como palco o Museu da Tabanca, em Chã de Tanque, Santa Catarina.

“O principal responsável para que a tabanca seja reabilitada são os próprios grupos, os líderes e as associações que estão por detrás das tabancas. É possível [que os grupos se auto-sustentem] se tivermos uma organização com consciência da necessidade de haver divisão de tarefas e comparticipação (…)”, defendeu o ministro.

Nesse sentido, o governante disse acreditar que vai ser possível que os grupos tenham rendimentos para se auto-sustentarem, com o aumento do subsídio de 200 contos atribuído anualmente aos grupos de tabanca no pós-covid-19 e com a criação de pequenos grupos comunitários para empoderamento das valências já existentes nas comunidades, como o artesanato, a panaria, a cestaria e a gastronomia.

Ou seja, não quer que a tabanca seja apenas o folclore e espectáculos na via pública, mas, que tenha também a vertente rendimento e rentabilidade para os grupos e para a própria comunidade.

Se tal acontecer Abraão Vicente disse acreditar que se vai poder custear este género musical e a manifestação cultural de Cabo Verde, com forte raiz nas ilhas de Santiago e Maio, de forma profissionalizada, tendo em conta que, segundo ele, os turistas vão contribuir.

“Temos de pensar que colocar a tabanca e colocar os nossos folclores no rumo da rentabilização das indústrias criativas passa, obviamente por uma organização efectiva e por rentabilizar as suas mais-valias”, notou o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas.

Na mesma linha de ideias, a presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, defendeu que o principal responsável pela própria tabanca são os seus membros e que são eles que devem desenvolver ideias e projectos para que possam auto-sustentar-se.

No entanto, a autarca lembrou o município que dirige sempre esteve perto da tabanca, tendo em conta que ali há mais activos, comprometeu-se em continuar a apoiar os grupos na realização das suas festividades, com fardamentos, na reabilitação das capelas, entre outros apoios.

Mas, no entanto, defendeu que, de momento, o desafio tem que ser maior, ou seja, que os próprios grupos têm que encontrar uma forma de se auto-sustentarem.

A este propósito, propôs aos grupos para desenvolverem os próprios produtos, ou seja, que estes formem membros para que possam confeccionar os próprios produtos, mormente tambores, colares, fardamentos, bandeira e entre outros utensílios para desfiles e para o próprio dia das festividades do Santo padroeiro, Santo António.

Na ocasião, assegurou que, após a fase pandémica, a edilidade vai retomar o festival da tabanca que reúne, anualmente, os grupos da ilha de Santiago, em Santa Catarina.

No fórum que contou com a participação de representantes de todos os grupos de tabanca da ilha de Santiago, foram abordados temas como “o processo de valorização da tabanca com foco nas intervenções de Lém Cabral” e “museu da tabanca enquanto espaço de diálogo entre os grupos e a comunidade”, entre outros.

FM/HF

Inforpress/Fim

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